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Spider-Man: Miles Morales

8.5
Obrigatório para fãs do Homem Aranha
Miles Morales é um Spider-Man tão bom ou melhor que o primeiro game, e embora seja mais curto e bem parecido, se baseando bastante na experiência que a Insomniac criou em 2018, essa formula ainda tem lenha para queimar.

Spider-Man: Miles Morales é um game de ação e aventura, desenvolvido Insomniac e publicado pela Sony para PS4 e PS5. O game de 2018 é um dos melhores games de super heróis já produzidos e foi sucesso de vendas e criticas quando lançou. Será que Miles Morales mantém a qualidade? Venha descobrir na nossa análise.

HARLEM

Como de costume não vou dar spoilers, mesmo porque a Sony não nos permite pelo embargo. O game começa com Miles e Peter acompanhando o transporte de detentos, incluindo Rhino, e é neste momento que as coisas dão bem errado e que o jogador é basicamente o introduzido as mecânicas de jogo e ao acontecimentos narrativos que estão por vir.

Miles Morales é um jogo de superheróis no universo de Spider Man. Drama, comédia e ação sempre foram as bases que moveram a obra de Stan Lee, estar entre os produtos de entretenimento mais famosos e rentáveis do mundo.

A Insomniac respeita o criador e entrega exatamente a experiência narrativa e audiovisual que a fanbase espera. Eu nunca fui muito fã de superherois, embora sempre tenha consumido alguns conteudos. Garanto que essa série de jogos deve estar entre os melhores conteúdo já produzidos do aranha, isso incluindo o primeiro game e seus DLCs.

E como de costume em jogos da Sony, as setpieces e bosses, embora não tragam grandes desafios ou grandes novidades mecânicas, são como filmes interativos com 80% do controle na mão do jogador. Uma mistura que é divertida, imersiva e bastante emocionante.

MM é o que se espera de uma experiência heróica nos videogames, além de ser superproduzido, entregando muito mais imersão do que filmes ou HQs possam sonhar em entregar.

NEW YORK

A jogabilidade é exatamente a mesma do primeiro game, afinal estamos falando de uma expansão, stand alone ou até introdução para Spider-Man 2. Embora não soe muito bem, isso não é negativo porque essa jogabilidade é extremamente divertidade e acessível, então praticamente qualquer tipo de jogador vai pegar o esquema rapidamente e se deliciar pelas instâncias do game. Miles tem novas habilidades unicas, que trazem novidades para o combate, puzzles e stealth, os três pilares mecânicos do jogo.

O combate vem dos Assassin’s Creed antigos e sua evolução na série Batman Arkham, que inclusive virou padrão em jogos da Warner Bros. No game design é conhecido com QTE Combat, o que basicamente signifca suas ações são eventos microscripitados. Você tem um botão para ataque e outro para defesa, e o jogo te avisa o melhor momento para atacar e se defender, gerando scripts visuais.

Esse sistema tem o pró de deixar o jogo plasticamente lindo e muito bem animado, ele funcionando com scripts de animação agindo mediante o pressionar de um botão. O contra é que a profundidade do combate vai pra fossa e após pegar o timing o jogo vira uma passeio no parque, mesmo nos níveis de dificuldade mais altos. É uma filosifia que troca profundidade por estética, mas nesse jogo funciona plenamente, por que proporciona diversão e trás a sensação que um herói precisa ter pro jogador.

Os bosses são bem paricidos com o do game anterior, com combates em fases que mesclam cenas interativas e lutas scripitadas, o que funciona no jogo. Os inimigos são reciclados do jogo anterior, com apenas algumas novidades, mas entregam o suficiênte para duração do game.

O Stealth é exatamente o mesmo, só não me lembro se os gadgets são os mesmos. Você pode passar boa parte dos cenários sem ser visto e isso trás equilibrio e variedade para jogabilidade. A IA é fraca, mas os inimigos são muito posicionados e não é tão fácil ou rápido limpar uma área sem que ninguém te veja. Miles tem uma habilidade única que trás ainda mais dinamisco para quem curte furtividade.

A Insomniac os criticos e dessa vez os Puzzles não são boçais como no primeiro game, além disso removeram as partes de stealth sacais com a MJ, dando ao jogo maior dinamismo e equilibrio nas seções indoors. Agora os quebra cabeças são orgânicos, ou seja, eles fazem parte do jogo ao invés de ser uma seção de ligar os pontos ou outras coisas que não fazem o menor sentido no universo do aranha.

As missões secundárias melhoraram e agora entregam narrativas mais complexas e interessante que o jogo anterior, ajudando a desenvolver a história e os personagens no game. Mas ainda temos as tarefas e colecionaveis abundantes, o que pro meu gosto é meio repetitivo, embora sejam bem divertidos. Eu demorei aproximadamente 20 horas para terminar o jogo, limpando o mapa e mais umas 5 horas no NG+ para platinar.

Embora possa ser um problema para alguns jogadores mais hardcore, Miles Morales vai agradar a maioria, trazendo mecânicas de jogo simples, funcionais, acessíveis e muito divertidas. Querer fazer tudo por fazer o jogo ficar repetitivo, mas a experiência geral será bastante satisfatória para a maior parte dos jogadores.

NY

Joguei o game inteiro no PS4 Pro essa versão é meio inconsistente na parte técnica, tendo algumas quedas no framerate, travamentos in-game e cutcenes, além de ocasionalmente crashs que vão atrapalhar a experiência de jogo. O barulho que o console produz enquando você joga indica que claramente o PS4 está peidando para aguentar esse crossgen.

Embora tenha esses problemas, visualmente é um game muito bonito, principalmente se você tem uma televisão com 4K e HDR. Até uma solução que reflete a cidade nos vidros dos edificios foi implementada para imitar o Ray Tracing que fará presença na versão de PS5, que inclusive deve estar bem melhor que a dessa geração.

A trilha sonora é diferente do primeiro game, com uma vibe bem mais Hip-Hop, o que me agrada bastante pois adoro esse gênero musical. A vibe do jogo é mais adolescente, afinal Miles tem 17 aninhos, mas não acredito que isso seja um problema para maior parte de quem for experiênciar o game.

Joguei o game inteiro em inglês, com e sem legendas, mas pude testar um pouco da dublagem e ela está em linha com os últimos games da Sony, então com certeza quem prefere jogar assim não vai se decepcionar.

BE GREATER

Spider-Man: Miles Morales é um jogo excelente e que bota a diversão acima todo resto. Essa é uma caracterisca recorrente em proudoções da Insomniac, que agrega grande valor aos estúdios da Sony e inicia a nova geração acertando em cheio. Apesar de não ser experiência de jogo diferente da anterior, os novos poderes e os puzzles mais interessantes, com certeza serão o suficiente para quem gostou do primeiro game.

Eu joguei no hard por aproximadamente 20 horas até ver o final da história principal, praticamente platinando o game. Limpei NY e não deixei nada pra trás, só faltou o NG+ que me garantiu os trófeus restantes e impossíveis de conseguir na primeira jogada.

Se você é fã e tem o PS4 compre quando puder, se já adquiriu o PS5 é uma compra obrigatória. Miles Morales é um SpiderMan tão bom ou melhor que o primeiro game, e embora seja mais curto e bem parecido, se baseando bastante na experiência que a Insomniac criou em 2018, essa formula ainda tem lenha para queimar.

Pros

  • Jogabilidade extremamente divertida e acessível. É delicioso navegar e espancar vagabundos em Nova Iorque.
  • Gráficos e trilha sonora incríveis. Eles conseguiram melhorar o que tinha entregue no primeiro.
  • Os Puzzles agora são orgânicos e foram melhorados, não temos aquelas boçalidades de laboratório do primeiro game.
  • As missões secundárias agregam ao desenvolvimento narrativo e dos personagens. Sem aquelas seções de stealth mediocres com a MJ.
  • Seções com bosses e set pieces muito bem construidas e emocionantes.

Contras

  • As tarefas secundárias e os colecionáveis, que fazem parte da progressão de personagem, são repetitivos. Os troféus forçam o jogador a terminar 2x sem nenhum plus.
  • A história principal é curta, durando algo entre 5 e 6 horas.
  • Alguns problemas técnicos no PS4 como crashs e slowdowns.
  • Pode ser uma experiência problematica para quem busca desafios e profundidade mecânica.

Danilo Morim
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