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Immortals Fenyx Rising

Immortals Fenyx Rising é um game de ação e aventura, desenvolvido e publicado pela Ubisoft para PS4, PS5, XBO, XSS, XSX, NS e PCs. Esse game se inspira em The Legendo of Zelda: Breath of the Wild para entregar um jogo diferente de mundo aberto diferente dos padrões, mas será que o game entrega uma experiência digna de sua inspiração?

TIFÃO E SUA MALDIÇÃO

Em Fenyx Rising, os deuses e o mundo foram amaldiçoados pelo gigante Tifão, que transformou a humanidade em pedra e praticamente inutilizou todos os deuses do olimpo. A história do game é narrada por Prometeu, com comentários digníssimos de Zeus, e levam o avatar Fenyx, que pode ser customizado pelo jogador, numa busca para salvar o mundo e os deuses do apocalipse.

O jogo é uma sátira a mitologia grega e embora traga uma história sem muita seriedade, acaba sendo divertida justamente por não se levar muito a sério. Existem alguns momentos cringe e desnecessários, mas acredito que a maioria vai se divertir com a narração dos dois personagens e o desenrolar da busca de Fenyx, que se junta a vários deuses durante em sua jornada.

O jogo ainda conta com dublagem em português, que colabora ainda mais com seus visuais cartunescos e narrativa infanto-juvenil. Geralmente eu jogo o game na língua materna, mas dessa vez nosso português funcionou melhor com a proposta do game.

Alguns podem se incomodar com a parte narrativa, pois ela não é interessante do ponto de vista de enredo, mas no geral e pelo tipo de jogo, deve ser agradável durante toda sua duração de aproximadamente 25 horas, jogando de forma mais objetiva.

ASSASSIN’S FENYX OF THE WILD

A jogabilidade de IFR é uma mistura dos últimos três Assassin’s Creeds e Breath of the Wild. O combate do jogo, que na minha opinião é o pior ponto e mais decepcionante, é muito parecido com os últimos jogos da principal série da Ubisoft, só que com uma proposta bem menos profunda e ainda mais arcade, o que acaba se tornando algo a se evitar lá pra metade do jogo.

Diferente dos ACs, você não tem grandes diferenças entre equipamentos e os Skills são limitados a pouquíssimas opções. Tem um botão de ataque leve e rápido com espadas, um para ataques pesados e lentos com os machados, um de pulo, um para se esquivar, com o gatilho esquerdo se ativa o arco, que tem um ataque guiado ou tiro rápido e os dois bumpers servem para ativar as habilidades ou ao serem pressionados juntos usam um tipo de parry.

Eu particularmente gosto deste setup de botões e sistema de parry e esquiva, mas esperava um sistema de combate menos reciclado e mais inteligente como vimos Breath of the Wild, que bem mais simples, mas muito mais interessante e é outra grande inspiração do jogo.

O uso da Stamina para escalar, planar e usar as Skills é um ponto positivo e bem parecido com Zelda. Gostei principalmente da navegação pelo mapa, que é um dos pontos mais fortes do game, além de ser bem divertido. A exploração foi bem construída, com direito a diversos segredos e puzzles bem interessantes para serem resolvidos. Para encontrar esses lugares e navegar até eles, temos uma mistura de coisas padrão da Ubi e Zelda, onde você pode subir em um local alto e mapear suas opções de exploração.

Infelizmente o mapa é abarrotado de pontos de interesse, que além de tudo ficam marcados aos serem descobertos através desse sistema de mapeamento, que usa aquela habilidade de visão especial, bastante comum nos jogos da Ubisoft.

Os Puzzles oferecem grande variedade, e na maior parte não são tão complexos. Esse provavelmente é o melhor elemento de gameplay do jogo e com certeza será um prato cheio para quem gosta deste tipo de desafio.

O mapa aberto tem alguns puzzles de cenário com boa variedade, já as dungeons tem puzzles menos orgânicos e se que misturam bastante com elementos de Plataforma e o uso da habilidade de flecha controlada. Os quebra-cabeças vão desde a simples tarefa de mover caixas, até coisas bem mais complexas e que misturam vários elementos dos puzzles do game e plataforma. Achei essa parte do jogo excelente e acredito que vai agradar bastante.

Os inimigos tem pouca variedade e vão cansar rápido, tanto que você vai passar metade do jogo evitando-os, principalmente no mapa aberto. Já os bosses já são bem mais interessantes e tem uma boa diversidade, sendo alguns bastante desafiadores. trazendo uma boa variedade mecânica e visual.

O sistema de progressão sofre um pouco com a repetição de conteúdos e o tanto de marcadores no mapa. Acho que esse game se beneficiaria do menos é mais, e isso faria com que a progressão sofresse menos com um grinding desnecessário. Além disso o game tem vários equipamentos com cores diferentes, o que dá uma broxada na exploração, pois não trazem diferenças substanciais para o combate do jogo e que já não é grande coisa.

Temos diversas montarias disponíveis, mas que servem mais como reskins de uma das outras. Elas funcionam bem para exploração a pé e até tem uma boa variedade de animais e cores para eles.

O jogo não é difícil, mas no hard achei desbalanceado, inclusive acho que as regiões não tem uma progressão tão coerente. A primeira área tem locais com inimigos dos níveis mais elevados e todas as áreas tem alguns pontos que sofrem com esse tipo de desbalanço. Eu recomendo o jogo no normal, pois sistema de dificuldade só muda coisas banais como dano que se toma e que se dá, tornando alguns inimigos em esponjas de porrada que além de tudo te monohitam.

Immortal Fenyx Rising traz uma experiência de jogo de mundo aberto diferente e refrescante, mas sofre um pouco com a mania de entupir o mapa de lixo da Ubisoft, o que vai fazer com que jogadores menos objetivos sofram com repetição de conteúdo, principalmente porque esse não é um jogo curto, mesmo indo direto ao ponto.

UM TOQUE DE AFRODITE

Joguei o game inteiro no PC, numa máquina equipada com Ryzen 7 3700X e uma RTX 2070 Super, e minha experiência foi excelente, com direito a 4K e 60 quase cravados. Não consegui testar o jogo em outras configurações, mas esse game parece ser mais leve que o habitual, então PCs mais antigos devem conseguir rodar com belos gráficos e 30 Quadros cravados.

Artisticamente é um game muito bonito, usando uma direção de arte em Cell Shading, que deve agradar a maior parte dos jogadores, inclusive oferecendo paisagens e variação de noite e dia com cenários e cenas lindíssimas. As cutcenes não são tão boas, mas como não são foco do jogo, devem ser suficientemente boas.

Os ambientes e cada região têm suas particularidades e acredito que isso faça com que o a exploração no game sempre seja renovada. Infelizmente as dungeons são idênticas visualmente, o que não é um problema em si, mas poderia trazer algo mais interessante a mesa, ainda mais quando o jogo tem muitas delas espalhadas pelo mapa.

A trilha sonora é bem acima do que eu esperava e com algumas composições marcantes, no mapa aberto temos uma música leve e relaxante, já nas dungeons e combates tocam algo com mais sonoridade, Os efeitos sonoros também são legais e casam bem com a proposta do game, mas acredito que poderiam ser mais marcantes.

No geral é um jogo tecnicamente competente e bastante bonito visualmente. Existe boa variedade de cenários e como a navegação pelo mapa é boa, com certeza não deve enjoar quase ninguém durante sua duração.

AVE FENYX

Com uma história divertida, boa exploração e excelente puzzles, a experiência que tive com Immortal Fenyx Rising foi superior as minhas expectativas. Achei que seria um clone de Zelda sem nenhuma substância, e embora em vários pontos o game não chegue nem perto da obra da Nintendo, em outros é surpreendentemente bom.

Eu joguei no normal por aproximadamente 35 horas até ver o final da história principal, mas testei o game em dois níveis de dificuldade, fiz bastante conteúdo extra e explorei o mapa até cansar. No geral o game deve durar umas 20-25 horas para a maioria, que deve jogar mais objetivamente.

Se você é fã de Zelda e gosta de jogos de mundo aberto da Ubi, acredito que vai se satisfazer com a experiência que Immortals Fenyx Risingtem a oferecer. É um jogo que recomendo quando estiver num preço mais acessível, infelizmente com o dólar de hoje a brincadeira sai cara, mas algo na faixa de 100-150 reais está dentro do que o game oferece.

Pros

  • História e narrativa descompromissadas trazem momentos divertidos e engraçados.
  • Puzzles excelente e variados, tanto no mundo, quanto nas dungeons.
  • Navegação e exploração no mundo aberto são bem divertidas.
  • Boas lutas contra bosses.

Contras

  • O combate é igual aos dos últimos Assassin’s Creed, mas ainda mais arcade e menos profundo. Você vai se pegar evitando eles no mundo aberto.
  • O sistema de dificuldade do jogo não é interessante, esbarrando em um handicap xexelento.
  • Inchaço de conteúdo repetitivo faz com que a progressão de personagem se torne sacal. Uma falha padrão em jogos da Ubi.
  • Pouca variedade de inimigos e alguns locais com dificuldade não condizentes.

Danilo Morim
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