Análises

Sakuna: Of Rice & Ruin

Sakuna: Of Rice & Ruin é um dos jogos mais carismáticos, bonitinhos e funcionais que foram lançados neste ano.

Trata-se de um RPG ação primordialmente em side-scrolling com diversos elementos de plantio e colheita unidos a muita pancadaria, sistemas parecidos com o que encontramos em Harvest Moon ou até mesmo na série Atelier, da Gust, uma loucura!

Plantar arroz significa ganhar level!

O game foi desenvolvido pela softhouse Edelweiss e distribuído pela XSEED/ Marvelous para as plataformas do PlayStation 4, Nintendo Switch e PC. A versão que eu analisei é a do PlayStation 4.

Nós jogamos como Sakuna, uma entidade espiritual birrenta que vive sua eternidade esbanjando tudo o que há de bom e do melhor, fortuna, álcool e o que vier pela frente. Isso até o momento em que as coisas vão por água abaixo ao deixar descuidadamente um grupo pequeno mortais atravessar a ponte que liga o reino baixo ao reino elevado, de onde os deuses habitam.

Ao ver que as coisas desandaram legal com essa invasão e algazarra de humanos em seu reino, a mãe de SakunaLady Kamuhitsuki, bane-a junto com seus novos “amigos” para a ilha de Hinoe ~ um local que está sob sua jurisdição, cujo o objetivo principal é disciplinar e criar o senso de responsabilidade em Sakuna, enquanto controla a população crescente de demônios naquele local também.

Os combates são rápidos e frenéticos.

O jogo pode ser divido em duas grandes porções; a porção de exploração, batalha e etc, e a porção em que plantamos e colhemos arroz que está diretamente ligado à evolução do personagem principal e seus atributos, criamos itens, cozinhamos, fertilizamos, e tudo o que abraça essa ideia de auto-sustento no que podemos chamar de pequena fazenda no topo de uma montanha.

A exploração acontece como em um jogo de plataforma 2D, temos dar saltos duplos, dependurarmos com uma espécie de hook-shot, atacar, executar golpes especiais evolutivos, achar lugares secretos, interagir com objetos a distância e resolver puzzles. Tudo feito de maneira bem feita, dinâmica, gostosa de se sentir e querer concluir os muitos objetivos de casa “fase” do jogo, agregando muito a re-exploração dos lugares.

O combate é super rápido e cheio de pequenas variáveis que deixam tudo muito mais divertido. O fato de podermos variar bastante entre ataques rápidos e os mais pesados fazem com que os combos sejam melhor trabalhados, ainda somando aos ataques especiais que podem ser equipados atribuindo um direcional + A, bem parecido como que conhecemos já da série Tales of da Bandai-Namco.

Tá na hora de botar todo seu conhecimento de roça a prova.

Durante os percursos vamos estar sempre atentos para recursos que podemos utilizar novamente em nossa casa/ fazenda para darmos um manutenção diária no recinto. Alguns membros da sua nova família poderão realizar diversas tarefas diárias que vão colaborar de uma forma ou de outra para ajudar Sakuna durante as batalhas a medida em que avançamos no jogo.

Coisas como criação de armas, roupas, alimentos que aumentam atributos por um tempo e assim sucessivamente.

O grau de complexidade das plantações sempre vão ser bem progressivas, e com isso, é possível solicitar ajuda dos moradores do local para agilizar alguns processos enquanto descemos o terro nas dungeons. Mas, brincadeiras à parte, trabalhar nos campos em Sakuna é uma parte bem importante no progresso do jogo, assim como mencionei mais acima.

Então plantar, colher, botar as folhas para secar, debulhar as sementes, preparar em sacos, e todas essas atividades acabam se tornando bem naturais e recompensadoras. Pode levar um certo tempo para aprender direitinho, mas também não é nenhum rocket-science não.

Muito do que jogamos em Sakuna se baseia em períodos do dia, clima e estações do ano. Os objetivos nos mapas mudam se estamos encarando a fase de dia ou de noite, ou a colheita em diferentes períodos do ano também sofrem com a velocidade de plantio, estiagem, etc. Fator que temos que ficar sempre de olho pois o progresso do game depende inteiramente desse aspecto.

Não é surpresa que os estúdios japoneses são mestres em design de boss!

Vale lembrar que esse jogo é uma obra que puxa bastante coisas da cultura oriental, tais como costumes, nomes, deuses e etc, então se sua praia não puxa tanto para esse lado, pode ser que não seja tão interessante assim. Sakuna pode ser finalizado em um pouco menos de 30 horas caso não opte em fazer as coisas opcionais, o que é um tamanho excelente para um RPG de ação se me perguntar.

Trilha sonora linda composta por Hiroyuki Oshima, gráficos e a grande quantidade de trabalhos de arte in-game é de se elogiar de fato, que jogo bonito. Além de ter um excelente conteúdo de gameplay, desafio e um bom enredo, ele é somado a uma maestria artística notável.

Pros

  • Excelente jogabilidade.
  • Gameplay diversificado pra caramba.
  • Personagens e enredo cativante.
  • Trilha sonora e departamento artístico top.


Contras

  • Alguns processos são mais burocráticos do que precisariam ser.
  • No calor da batalha é bem normal trocar os botões de ataque.
  • É meio contra-intuítivo o progresso do jogo.


Fábio Kraft
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