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In Rays of the Light

6.5
Uma trama interessante, com uma boa mensagem

In Rays of the Light pode não agradar todo mundo, mas traz uma boa experiência e uma ótima mensagem

Certos games impressionam pelos mais diversos aspectos, sejam por seus gráficos, trilha sonora ou até mesmo pelas narrativas. Mas In Rays of the Light, que é um remake de The Light (2012), chama atenção por outro motivo, apenas duas pessoas estiveram por trás do game, sendo um desenvolvedor (Sergey Noskov) e um compositor (Dmitry Nikolaev). É isso que iremos descobrir hoje! In Rays of the Light está disponível para Xbox One, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e PC.

Nos raios da luz

Começamos In Rays of the Light sem muitas explicações, apenas com o objetivo de explorar um shopping center que está abandonado. Conforme vamos avançando e seguindo nossa jornada, percebemos que o mundo não é mais o mesmo, já que você é a única pessoa existente junto da memória de uma vida anterior. Com o mundo em total abandono, você terá um bom trabalho pela frente!

Mas é claro que nem tudo será fácil, e como eu já disse, a exploração é objetivo principal do game. Você terá que passar pelas diversas áreas do shopping e pelos locais ao redor do mesmo, na procura de chaves e itens que irão ajudar você a progredir na sua missão. Acredite, certos itens exigem que você preste muita atenção por onde está andando, já que deixar qualquer um para trás pode criar uma dor de cabeça posteriormente.

Aqui a exploração é mais do que importante!

A ambientação é um dos pontos mais positivos de In Rays of the Light, conseguindo passar a sensação de realmente estarmos completamente sozinhos em um mundo pacato. Os gráficos não são os melhores, mas são bons e também colaboram para o clima que o game tenta passar. Esse sentimento de solidão consegue afetar muito bem nossa jogatina, algo que o desenvolvedor, Sergey Noskov, fez de forma majestosa.

Outro ponto que colabora para essa sensação é a sonoplastia muito boa do game, com músicas mais calmas nos momentos bonançosos, e trilhas mais tensas nos momentos de maior aflição. Por mais que a proposta do game seja de certa forma simples, houveram trechos da jogatina em que eu fiquei apreensivo justamente por conta da sonoplastia, tanto pela trilha quanto pelos efeitos sonoros, algo muito bacana e que mudava completamente o ar da gameplay.

A história também é um dos pontos interessantes do game, trazendo até mesmo uma reflexão muito importante sobre nossas atitudes, e sobre o certo e o errado. Tudo isso fica subentendido em cartas e em um filminho que pode ser assistido em um certo ponto do game, mas se você for um daqueles que não se importa muito em pegar os coletáveis, certamente não entenderá todo o contexto do game. Por mais que a trama seja interessante, ela possui sim pontos negativos, já que mesmo coletando tudo que os cenários nos oferecem, o enredo ainda pode ficar um tanto quanto confuso para algumas pessoas, fazendo com que a experiência não seja tão bacana.

Uma trama interessante, mas que de certa forma pode ser complexa!

A duração de In Rays of the Light é de certa forma curta, mas imagino que isso se encaixa perfeitamente com a proposta oferecida. Como o game é um “walking simulator”, caso o mesmo se prolongasse muito imagino que a experiência se tornaria maçante e tediosa após certo tempo. Terminei o jogo com mais ou menos uma hora e meia de jogatina, e penso que essa duração foi ideal para me prender no game. A gameplay também é boa, sendo bem simples, mas perfeita para o que o game se propõe a entregar.

O game ainda possui dois finais, mas não consegui me empolgar com esse fato. Ao alcançar um dos dois, não vejo muita necessidade de ir atrás do outro, já que são poucas as diferenças e acaba não valendo o esforço de jogar tudo novamente enquanto faz diferentes ações. É um diferencial para a jogatina, mas no fundo acaba não sendo tão interessante quanto aparenta. Os puzzles também acabam não sendo tão interessantes, sendo deixados até mesmo de escanteio.

Veredito

In Rays of the Light é um game com uma premissa interessante e uma ambientação fenomenal. Pelo fato do mesmo ser um “walking simulator” e ter uma história um tanto quanto complexa, nem todo mundo pode acabar achando a experiência divertida, mas caso você esteja procurando algo diferenciado e ideal para terminar em pouco tempo, sem sombra de dúvidas deve dar uma chance ao game.

Pros

  • Trama interessante
  • Ambientação excepcional
  • Sonoplastia fenomenal
  • Gameplay simples, mas muito boa

Contras

  • História pode ser um tanto quanto complexa
  • Diferentes finais acabam não empolgando
  • Puzzles não são tão interessantes

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