Análises

Poison Control

8.5
Os criadores de Disgaea nos presenteiam com um título bem diferente do habitual

Poison Control é um charmoso jogo de ação com elementos de RPG onde devemos purificar o inferno!

Eu fiquei bem surpreso quando vi o anúncio de Poison Control, ainda mais quando soube qual é a produtora. Desenvolvido pela Nippon Ichi Software, aqui temos um jogo bem diferente do que estamos habituados, por habituados eu me refiro aos jogos de RPG estratégia como o famoso Disgaea e Phantom Brave, só para citar alguns.

Poison Control é um jogo de ação/tiro com elementos de RPG ambientado em uma espécie de “inferno” e já vou adiantando que fiquei bem surpreso com esse jogo, “bora” ver os motivos?

POISONETTE E VOCÊ

Sem maiores explicações o protagonista(que você escolhe gênero e dá um nome) se perde no tal inferno e para poder voltar ao mundo real(ou normal, sei lá, você irá contar com a ajuda de uma personagem muito bizarra chamada Poisonette. Esse não é o nome real dela por sinal, ela tem amnésia e convenientemente escolheu esse nome para acentuar o carisma.

Essa é a Poisonette!

Durante os eventos do jogo nós encontramos diversas pessoas que estão perdidas naquele universo e todo mundo é meio problemático, tanto as vítimas quanto uma espécie de rival da Poisonette que adora falar piadinas de cunho sexual… coisa light, não se preocupe. Vale a pena ler os diálogos no final de contas pois traz um pouco de explicação para um enredo com uma premissa tão sem sentido, só não espere algo muito profundo.

Antes que eu me esqueça, as tais pessoas que estão “perdidas” se chamam Belles of Hell que nada mais são espíritos que caíram em desespero e agora estão presos em seus próprios infernos pessoais. Para libertá-los e limpar suas almas, o herói e Poisonette devem purificá-las… mas como? Continue lendo!

Algumas das Belles of Hell e nossa missão é salvá-las.

CONTROLE VENENOSO

Lembra que eu disse que tinha ficado surpreso com o jogo? Então, essa surpresa foi bem positiva! Pouco tempo depois de começar a jogar já senti que estava experimentando algo bem diferente, algo que me prendeu. Poison Control em sua essência funciona como um jogo de tiro, com umas pitadinhas de customização clássicas dos RPGs e o mais esquisto dessa fórmula toda é que ele lembra vagamente um jogo da Nintendo chamado Splatoon.

Antes de explicar o porque disso, vou falar um pouco mais dos elementos básicos. Ao controlar nosso herói, você deverá matar os inimigos(chamados de Kleshas) usando armas de fogo com diversas características diferentes, como tiro rápido ou mais concentrado, armas com mais munição que outras e por aí vai. Essas configurações todas são feitas nas partes entre missões, na parte de Loadout, portanto sempre fique atento caso apareça algo novo.

Ainda faltam 48% para limpar toda essa bagunça.

O controle do personagem é muito preciso e rápido, você deverá ficar atento para mirar certinho nos inimigos, caso tenha dificuldade poderá ajustar uma assistência de mira na parte de opções. Além de atirar nós podemos também desferir um ataque especial que leva um tempo até ser carregado, mas tem um poder destruidor e também esquivar dando um rolamento, realmente parece bastante um TPS qualquer.

A parte “Splatoon” da coisa é que o jogo conta com um sistema onde devemos “purificar” as manchas de veneno que estão no chão usando a Poisonette, afinal ela tinha que servir pra alguma coisa. De certa forma lembra bastante o jogo da Nintendo, só que ao contrário pois ao invés de manchar para obtermos vantagem nas lutas, aqui precisamos limpar e até o ângulo da câmera lembra bastante o Splatoon, com certeza alguma inspiração eles tiveram.

É nessa parte do jogo que você salva o progresso, customiza seu loadout e por aí vai.

Eu pessoalmente não vejo problema se a inspiração ficar bem implementada e de fato ficou. Tanto o sistema da parte de tiro quanto da parte de purificação ficaram super bem interligados, fazendo que a jogabilidade em si não pareça repetitiva, eu pessoalmente adorei ficar limpando as manchas e o jogo inclusive lhe recompensa por isso, fazendo com que tesouros apareçam conforme você aumenta a porcentagem de limpeza, dá pra dizer que é um jogo bem “clean”.

PINK CONTROL

Antes de eu começar a falar da parte ténica, é importante salientar que joguei no PlayStation 5 e por mais que não seja um jogo com super gráficos(jamais espero algo assim), ele roda a 60 quadros por segundo sem uma piscada de queda, coisa linda, porém não sei lhe dizer se essa qualidade se mantém nos demais consoles que receberam esse título. Enfim, aqui o forte fica mesmo no design de personagens, boa parte deles possue um charme bem característico dos jogos da Nippon Ichi e inclusive o pinguim explosivo da série Disgaea, o Prinny, tem participação especial aqui!

Sempre tem que ter escola.

A interface também é bem funcional e os gráficos em si ficaram bonitinhos, é aquele 3D bem básico com um toque de viagem psicodélica que acaba trabalhando legal com a arte num geral. O jogo pega aquela ideia da série Persona de usar uma cor predominante em alguns aspectos, aqui no caso é a cor de rosa e algumas vezes eu me peguei escrevendo o nome do jogo como “Pink” Control, sem zuera.

O jogo não possue dublagem em inglês, o que já era de se esperar. Não é mistério pra ninguém que Poison Control definitivamente não é um jogo com orçamento alto e pelo que vi ele não fez muito sucesso no Japão quando foi lançado ano passado… Fico na torcida para que o ocidente “abraçe” esse título charmoso, possibilitando que a empresa possa continuar fazendo jogos mais experimentais, afinal não dá pra viver só de Disgaea, né?

Momentos de aperto!

VEREDITO

Pink Co… Poison Control é um jogo bem divertido, com controles precisos e uma longevidade bacana, na minha humilde opinião foi uma aposta certa da Nippon Ichi e que se tudo de certo, talvez possamos no futuro ver uma sequência desse título carismático.

Pros

  • Controles muito precisos fazem com que a jogatina seja bem prazeirosa;
  • Purificar os ambientes é viciante;
  • O jogo num geral tem bastante carisma;
  • Customização forte nesse título, cabe a você escolher as melhores armas;

Contras

  • Trilha sonora apagadinha, esperava mais da Nippon Ichi
  • História não prende, porém é engraçada às vezes
  • Relativamente curto;

David Signorelli
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