Análises

Life Is Strange: True Colors

9.5
Se prepare para uma história comovente!

True Colors entrega uma das melhores tramas da franquia, com personagens muito bem construídos, trilha sonora magnífica e uma experiência marcante!

Bom, quem me conhece sabe o quanto sou fã da franquia Life Is Strange. Desde o primeiro game, de 2015, comecei a nutrir uma enorme afeição por todo esse universo que a Square Enix estava entregando de maneira esplêndida. Cada narrativa conseguia ser cativante de diferentes maneiras, conseguindo, assim, diversos fãs ao redor do mundo. Foram 2 jogos principais, 1 prequel, uma pequena demonstração (As Aventuras Iradas de Captain Spirit) e 6 anos para chegarmos ao mais novo capítulo da franquia: Life Is Strange: True Colors.

Quando o game foi anunciado, senti um misto de emoções. Estava ansioso para finalmente poder jogar um novo capítulo da franquia, mas ao mesmo tempo um tanto receoso pelo fato do mesmo não ser um game numerado, mas sim um spin-off. Mas agora, com o game finalmente chegando, pude experimentar True Colors, e vou dizer tudo o que achei não apenas analisando por analisar, mas também como um fã de Life Is Strange, para descobrirmos se esse novo capítulo faz jus a toda a trajetória que a franquia teve até aqui!

Uma nova vida… e alguns mistérios!

Alex passou boa parte da sua vida em um lar de ajuda, convivendo com outros jovens ao mesmo tempo que tentava não deixar muito explícito que a mesma possuía uma certa “habilidade” fora do normal, porém sua vida estaria prestes a mudar. Gabe, seu irmão mais velho, consegue encontrar Alex após longas pesquisas, e a convence a sua mudar para Haven Springs, uma pequena cidade do Colorado onde o mesmo estava morando. Alex chega então ao seu destino, contudo a sua vida logo vira do avesso quando algo terrível acontece, mas o mais intrigante é que tal situação não deveria ter acontecido de maneira alguma, e acaba gerando suspeitas tanto em Alex, quanto na população de Haven Springs.

Tudo que acontece após esse fatídico acontecimento vai gerando mais e mais mistérios que são muito bem aproveitados na trama, e conseguem intrigar qualquer um, já que nem tudo é o que parece. Cada vez mais as verdades vão sendo reveladas, e com isso, gerando outros questionamentos a serem também revelados. Toda a investigação que ocorre durante a narrativa não perde a graça em momento algum, muito pelo contrário, apenas instiga ainda mais o jogador a descobrir o que realmente aconteceu em Haven, e de quem realmente é a culpa.

Deu ruim! Mas o que realmente aconteceu?

Outro ponto muito positivo é como a Deck Nine consegue facilmente criar momentos emotivos e tocantes, esses que faltaram em Before the Storm e no segundo game da franquia. Por mais que esses dois outros games também possuam histórias magníficas, não conseguem criar momentos que agitam o emocional do jogador, algo muito diferente do primeiro game da franquia. Porém aqui em True Colors as coisas são diferentes! Se assim como eu você possui um coração mole, se prepare para chorar do início ao fim, pois os momentos tocantes não são poucos e já estão presentes desde o início do game.

O nível de detalhe sobre os personagens também é algo que agrega e muito para a narrativa de True Colors. Após alguns minutos, já logo no início do game, você poderá acessar o celular de Alex, podendo assim acessar a sua página do MyBlock (uma espécie de rede social desse universo), suas mensagens em SMS e o seu diário. Analisando o primeiro item, podemos descobrir um pouco mais de cada personagem, assim como cada um é. Por ali já fica claro quem é mais divertido, carinhoso, egocêntrico e até mesmo quem não é tão amigável, além de que, pelos SMSs é possível descobrir um pouquinho mais sobre o passado de Alex, além de poder ler algumas conversas da protagonista com os outros personagens, mas é claro que não darei nenhum detalhe aqui, pois estragar as surpresas não seria nem um pouco legal da minha parte, não é mesmo?

Mas as características dos personagens não ficam apenas em suas redes sociais e mensagens. Durante a trama, cada um possui suas importâncias e agregam de diferentes maneiras para o desenrolar da história, algo que é simplesmente incrível de se ver. A todo momento você que conhecer mais e mais de cada personagem, saber um pouco mais de suas vidas e, é claro, se apegar a alguns e… ter raiva de outros. Essas construções dos personagens é algo que faz com que você queira continuar explorando ainda mais Haven Springs, e é uma característica da franquia que foi executada de maneira fenomenal em True Colors.

Os personagens são marcantes e muito bem construídos, são dois toques para se apegar ou ter raiva deles!

Outra característica muito marcante da série que também está presente de uma forma magnífica é a trilha sonora. Quem jogou os outros games sabe como as músicas são peças chaves para as narrativas, sempre representando as emoções dos personagens, e agregando ainda mais ao clima que os diferentes momentos querem passar. Cada música não está ali à toa, sempre há um significado por trás, e aqui não é diferente. A trilha sonora de True Colors consegue ser tão sublime quanto as dos outros games da saga, e devo admitir que não foram poucos os momentos em que larguei o controle apenas para ouvir as músicas que estavam tocando. Some isso a uma protagonista que canta e temos algo ainda melhor!

A ambientação de Haven Springs também é algo fora do normal. Enquanto você anda pela cidadezinha, você sente uma sensação maravilhosa, como se ali fosse um ótimo lugar para morar, e consegue facilmente se encantar com a beleza do lugar e com o nível de detalhes que a cidade possui. E mesmo que os gráficos não sejam realistas (essa nunca foi a intenção da série), você ainda consegue perceber que houve uma leve, mas boa e notória melhora desde o último game, Life Is Strange 2. Mas acredite em mim, Haven Springs vai te deixar encantado desde o primeiro minuto!

Agora vamos falar de algo que nunca foi o ponto forte da franquia: a sua jogabilidade. Querendo ou não, os games de Life Is Strange sempre davam atenção a outros detalhes e sempre acabavam deixando alguns probleminhas no quesito da gameplay, como certos bugs bem irritantes, mas em True Colors não tive nenhum problema desse tipo. No geral, minha jogatina conseguiu ser bem tranquila, apenas em um único momento um botão para interagir não aparecia na tela, me impossibilitando de progredir no game, mas foi só questão de voltar no último checkpoint que tudo foi resolvido. Quem leu minha análise do segundo game da franquia sabe que uma das minhas reclamações era em relação a IA dos outros personagens ficar te empurrando com uma certa frequência, algo que também não ocorreu nesse novo game (menos mau!).

Nada melhor do que uma música para comemorar uma boa jogabilidade!

Não podemos nos esquecer também de um dos principais pontos do game: as escolhas! Em Life Is Strange: True Colors, as suas decisões irão afetar o desenrolar da trama, seja em aspectos gerais ou até mesmo em relação a outros personagens. Isso sempre foi algo muito bacana na série, já que acaba aumentando o fator replay e trazendo possibilidades diferentes para cada jogada, isso se não contarmos com os diferentes finais, que também são influenciados por algumas decisões.

Assim como outros personagens da franquia, é claro que a Alex possui um poder, e devo admitir que a habilidade que nós é apresentado me pegou de surpresa. A mesma consegue absorver as auras das outras pessoas, fazendo com a protagonista consiga sentir as emoções de cada um, desde tristeza até raiva ou felicidade. Mesmo que não seja o poder mais empolgante que nos foi apresentado na série, tendo em vista as habilidades de Max e Daniel (personagens dos outros games), essa capacidade de Alex é muito bem incrementada na trama, abrindo possibilidades muito bacanas, como, por exemplo, ler a mente dos outros (e conhecer ainda mais os habitantes de Haven).

Os poderes de Alex possibilitam muitas coisas interessantes…

Mas é claro que Life Is Strange: True Colors não é perfeito, e possui alguns problemas. Em diversos momentos é possível notar texturas de baixa qualidade, ou até mesmo algumas que acabam demorando alguns segundos para carregarem. Isso não é algo novo na franquia, infelizmente ainda continua presente aqui. Outro problema que me incomodou muito são alguns pontos de luz que ficam piscando a todo momento nas bordas da tela, isso se não contarmos também algumas linhas coloridas que apareciam sem motivo algum. Após um tempo isso acaba irritando, já que é impossível não perceber. Outro ponto um tanto quanto negativo é o seu preço, que está bem salgado. A versão básica possui uma média de preço de R$ 300, que, sejamos sinceros, de certa forma é um tanto quanto injusto

O veredito

Life Is Strange: True Colors é mais um grande acerto para a franquia, e um dos melhores jogos que joguei até agora no ano! O segundo game desenvolvido pela Deck Nine consegue cativar e comover o jogador desde o primeiro minuto, e ainda por cima entrega uma história cheia de mistérios que consegue intrigar facilmente. As outras características que consagraram a franquia também retornam aqui; personagens muito bem trabalhados e desenvolvidos e uma trilha sonora de ponto deixam True Colors ainda mais completo.

Infelizmente alguns outros problemas também estão presentes, principalmente nos quesitos técnicos, mas acredite, não é nada que atrapalhe a sua experiência. Life Is Strange: True Colors chega no dia 10 de setembro para Xbox One, Xbox Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5, PC, Stadia e Nintendo Switch, e vale a pena destacar que no dia 30 receberemos também um capítulo especial da personagem Steph (que, diga-se de passagem, é uma das melhores personagens do game).

Pros

  • Trama cativante que consegue prender o jogador
  • Personagens muito bem trabalhados
  • Trilha sonora magnífica
  • Ambientação de Haven Springs é de cair o queixo
  • Enorme nível de detalhes durante a gameplay

Contras

  • Alguns problemas visuais que irritam
  • Preço bem salgado

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