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Avowed no PS5 – A espera valeu a pena para os fãs de RPG?

Para quem é fanático por RPG, a indústria atual vive reforçando aquele velho ditado: “coisas boas vêm para quem sabe esperar”. Avowed finalmente aterrissa no PlayStation 5, bem a tempo de comemorar seu primeiro aniversário. E o melhor de tudo? Ele já chega trazendo novos recursos, modos, raças jogáveis e ajustes de qualidade de vida que, sendo bem honesto, deveriam estar lá desde o primeiro dia, pois são simplesmente fantásticos.

Todo esse conteúdo inédito faz parte de uma Atualização de Aniversário gratuita que todas as plataformas (PC, Xbox e agora PS5) estão recebendo. Em vez de venderem como uma DLC tradicional, a Obsidian entregou tudo no pacote base, e os donos de PlayStation saem na frente podendo aproveitar todos esses brindes logo no lançamento.

Vale a pena investir no visual do seu personagem caso vá brincar no Photo Mode, caso contrário…

As mudanças mais impactantes para quem vai encarar o game pela primeira vez no console da Sony são as novas raças e as opções expandidas na criação de personagem. No lançamento original, apenas humanos e elfos estavam disponíveis, uma pena considerando a riqueza do universo de Eora (o mesmo da série Pillars of Eternity). Agora, você pode jogar como Anão, Orlan (aqueles humanoides peludos) ou Aumaua (os brutamontes escamosos que parecem peixes).

Perigos da noite.

Cada raça vem com estética e atributos únicos. Eu mesmo optei por um visual de escamas protuberantes(eita) para fechar o “roleplay” de um místico Augur da Corte. Infelizmente, essas novas raças não parecem ser reconhecidas nos diálogos com os NPCs, então não espere reações diferentes baseadas na sua aparência. Vale a pena gastar um tempo extra na criação para brincar com o novo Modo Foto, que é acessível direto pelo menu de pausa. Só tem um probleminha chato: meu personagem sempre aparecia fora de foco sem eu mexer em nada, um bug estranho que deve ser corrigido logo, mas que irrita um pouco.

A iluminação ficou simplesmente incrível.

A Obsidian também deu aquele “tapa” na jogabilidade e na progressão. Espalharam bancadas de trabalho pelos mapas, adicionaram novas finalizações de atordoamento para abates e novas habilidades nas árvores do Guerreiro e do Patrulheiro. Além disso, incluíram modificadores de dificuldade customizáveis. Você pode ajustar tudo: dano causado e recebido, estamina, regeneração, capacidade de carga e até o preço dos mercadores. Para quem curte combate, os inimigos agora renascem em certos encontros, o que é um alívio perto dos patches antigos que deixavam o mundo um pouco vazio.

Por que não dar tiro em uma aranha cristalizada?

Como novo jogador, com cerca de 20 horas de gameplay para este review, é difícil medir o impacto disso a longo prazo, mas garanto que quem gosta de desafio e espetáculo visual vai curtir. Jogando no nível “Caminho dos Malditos”, as animações estão brutais e os golpes têm peso. É satisfatório derrubar Xaurips difíceis usando varinhas, grimórios e o novo cajado de combate, que permite realizar aquela fantasia de ser um “Gandalf” que parte para o corpo a corpo.

As cores vibrantes colaboram com o visual marcante do game.

Para quem já jogou em outras plataformas e pensa em voltar, o New Game+ é o maior atrativo. Ao carregar seu save anterior, os atributos dos NPCs sobem e o limite de pontos de atributo salta de 30 para 60. Você mantém seus itens únicos, mas o nível reseta e os equipamentos perdem os upgrades. Seus poderes divinos também sofrem um reset, afinal, você não pode ser apelão demais logo de cara!

Jogar em primeira pessoa é a melhor decisão.

Claro que, por ser um jogo da Obsidian, o enredo e os diálogos são o coração da experiência. A qualidade da escrita continua impecável e a Atualização de Aniversário trouxe novas animações para certos momentos de interação. Como novato, achei os diálogos um pouco rígidos em comparação a outros jogos atuais, fora das missões principais, mas a densidade narrativa e o poder de escolha do jogador compensam qualquer captura de movimento menos impressionante. Sem contar o trabalho de voz fantástico, especialmente dos companheiros Marius e Kai. Visualmente, o game recebeu um “up” na iluminação. É revigorante jogar um RPG tão colorido e vibrante! Mesmo eu sendo fã de mundos sombrios, o estilo artístico de Avowed nas Terras Vivas é de cair o queixo, especialmente no mapa de Dawnshore.

Porém pode jogar em terceira, caso ache mais interessante!

No PS5, temos os modos Qualidade (fidelidade máxima a 30fps), Desempenho (60fps sólidos) e o modo Equilibrado (40fps para quem tem TVs com VRR). O detalhe curioso fica para o PlayStation 5 Pro: ao destravar o framerate, o modo Equilibrado chega aos 60fps constantes, e o modo Desempenho roda ainda mais folgado. Embora a imagem pareça um pouco suave demais (claramente um upscaling de uma resolução menor no modo Desempenho), o jogo é belíssimo em uma TV OLED, graças ao uso de Ray Tracing para iluminação global (Lumen). É só uma pena que, mesmo sendo listado como “PS5 Pro Enhanced”, ele não pareça sugar todo o potencial extra do console premium da Sony.

VEREDITO

Estou realmente feliz que Avowed tenha chegado ao PS5. É um RPG de zonas abertas fantástico, com ótimas opções de roleplay, companheiros carismáticos e um sistema de combate que foi polido por um ano inteiro de atualizações. Se você estava esperando o momento certo para explorar as Terras Vivas, esse momento chegou.

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