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Final Fantasy X X-2 HD Remaster (Switch 2)

E aí, gamers! Preparados pra viajar pro mundo de Spira igual nos velhos tempos, só que agora com aquele upgrade que a gente sempre sonhou? A partir de 23 de julho, Final Fantasy X | X-2 HD Remaster desembarca oficialmente no Nintendo Switch 2, e a redação já colocou a mão na massa (ou melhor, no controle) pra saber se essa dobradinha clássica continua tão d+ quanto sempre foi. Spoiler: continua. E com molho novo.


PARTIU SPIRA: A HISTÓRIA QUE PEGOU GERAÇÕES DE JEITO

Se você nunca botou as mãos nesse clássico, prepare o coração. Final Fantasy X te coloca na pele de Tidus, um astro do blitzball (aquele esporte maluco jogado dentro d’água, já já a gente fala mais dele) que sem mais nem menos é jogado 1000 anos no futuro. Lá ele esbarra em Yuna, uma invocadora doce e cheia de responsabilidade, que carrega nas costas a missão de dar um fim em Sin, uma entidade gigante que vive destruindo tudo por onde passa.

Nunca pensei que 25 anos depois eu iria vivenciar essa jornada novamente.

A galera podia até achar que é o Tidus o protagonista, mas pode escrever: essa história é da Yuna. E olha, o roteiro tem tanta camada que chega a doer, tem gente que corta o barato reclamando que as cutscenes são longas e não dá pra pular, mas juramos: vale cada minuto. É tipo aquele livro grosso que todo mundo fala bem só que ninguém quer começar. Comece. Você vai agradecer.

Quem sabe, sabe… e não dá pra pular.

Dois anos depois dos eventos do primeiro jogo (dentro da história, viu, não é força de expressão), a Yuna troca a seriedade por uma vibe completamente doida em Final Fantasy X-2. Ela vira caçadora de esferas, forma uma gangue com as amigas Rikku e Paine, as Gullwings e sai voando de moto-nave (isso mesmo) atrás de mistérios, tesouros e uma pista sobre alguém que pode ser o Tidus. É tipo trocar um álbum triste do rock por um CD de axé no meio do verão: o clima muda 100%, mas convenhamos, também é muito divertido.


BATALHA: DO XADREZ ESTRATÉGICO À FÚRIA EM TEMPO REAL

Aqui é onde os dois jogos mostram a personalidade de cada um. Em FFX, o sistema de batalha se chama CTB (Conditional Time-Based), e ele é tipo um jogo de xadrez turbinado: dá pra ver a ordem dos próximos turnos numa filinha lateral, e cada ação que você escolhe pode adiantar ou atrasar quem entra em campo depois. Trocar de personagem no meio da luta não custa turno nenhum, então a estratégia vira: quem eu boto pra resolver ESSE problema específico? Column de fogo? Chama o mago. Bicho blindado? Bora de espada. É simples de entender, mas difícil de dominar, receita clássica de bom RPG.

Sistema de combate pelo visto é atemporal mesmo, cuidado pra não viciar.

Já em FFX-2, o papo é outro completamente. O sistema vira um ATB turbinado, onde os ataques acontecem quase em tempo real e você pode até travar o inimigo no meio do gestinho de ataque dele se for rápido o suficiente. Acertar golpes em sequência ainda rende combo, multiplicando o dano e a adrenalina junto. É pancadaria com estratégia, tipo aquelas brigas de recreio que na verdade tinham um monte de regra por trás.


SPHERE GRID x DRESSPHERES: DUAS FORMAS DE FICAR OVERPOWER

Esquece level up chato de contar experiência igual boletim escolar. Em FFX, você ganha “Sphere Levels” e usa pra andar pelo Sphere Grid, um tabuleirão gigante cheio de nó de status e habilidade. No começo o caminho é meio na régua, mas depois os personagens começam a se cruzar no mapa e você pode, sei lá, ensinar magia branca pro seu mago negro só porque pode. Liberdade total (dentro do razoável).

Não subestime X-2 como eu fiz na época, é uma experiência bem satisfatória.

Em FFX-2, quem manda é o Dressphere. Sim, é literalmente um sistema de troca de roupa que muda a classe do personagem no meio da luta. Seu mago virou clérigo em dois segundos pra dar uma curada e já volta pro ataque. As Garment Grids colocam um limite gostoso nisso tudo, te fazendo pensar em combinações em vez de deixar tudo liberado igual buffet de churrascaria.


BLITZBALL E OS EXTRAS: PORQUE NINGUÉM AGUENTA SÓ MISSÃO PRINCIPAL

O Blitzball é aquele mini-game que vira jogo dentro do jogo, futebol embaixo d’água, só que na veia. Dá pra formar time, recrutar jogador, treinar estatística, virar treinador raiz. Cansa às vezes? Cansa. Mas quem não gastou uma tarde inteira ignorando a missão principal só pra ganhar mais um campeonato? Eu joguei isso muito mais do que eu imaginava que fosse…

Dica pro Blitzball, deixe pro final do jogo quando você pode recrutar jogadores muito bons!

E olha só a chuva de conteúdo bônus que veio junto nessa remasterização:


O QUE MUDOU DE VERDADE NESSA VERSÃO DE SWITCH 2

E é aqui que a gente chega no motivo de reabrir esse review: a versão de Nintendo Switch 2 chegou trazendo novidade de verdade, não é só o mesmo remaster com etiqueta nova. Olha só o pacote:

Ou seja: dá pra jogar no seu ritmo. Quer o desafio raiz, do jeito que era? Pode. Quer acelerar as partes mais arrastadas e ir direto pro que importa? Também pode. Isso sozinho já muda MUITO a segunda (ou décima) jogatina.


VEREDITO

Com mais de 100 horas de conteúdo combinado entre os dois jogos, essa remasterização pra Nintendo Switch 2 não é só nostalgia bonitinha, é o jeito certo de reviver (ou descobrir pela primeira vez) duas das histórias mais marcantes que a franquia Final Fantasy já contou. FFX te faz sentir, FFX-2 te faz sorrir, e juntos formam uma dupla que segue surpreendendo mesmo depois de mais de duas décadas.

Disponível em 23 de julho, exclusivamente pra quem tem sede de aventura (e um Nintendo Switch 2 na mão).

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