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Redação vgBR

Terra-média: Sombras da Guerra – Análise

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Desenvolvido pela Monolith e publicado pela Warner Bros, Terra-média: Sombras da Guerra entrega uma experiência semelhante ao primeiro jogo da série e expande de forma muito positiva o seu famoso sistema nêmesis que consolidou a série três anos atrás em Sombras de Mordor.

Além de ser maior em todos os aspectos, o jogo é uma ótima sequência e ainda apresenta algumas novidades pelo caminho, como por exemplo dominar e montar dragões e o novo sistema de conquista de fortalezas.

História

A história continua logo após os eventos do primeiro jogo, onde Talion e Calebrimbor decidem criar um novo anel para lutar contra Sauron. O enredo não desenvolve muito bem e é muito confuso em diversas partes. O jogo também não faz muita questão de informar aos jogadores o motivo da luta contra Sauron, quem são os personagens e a motivação de cada um deles.

No decorrer do jogo, você realiza diversas missões de história que mais parecem missões secundárias, sem grandes impactos. Nessas missões, novos personagens são apresentados e reviravoltas acontecem, mas no fim, nenhum desses elementos são explorados ou apresentados de uma maneira coerente. O final verdadeiro do jogo requer um grande esforço de tempo dos jogadores para ser desbloqueado, e parece que foi montado de uma maneira para incentivar a compra das novas caixas monetizáveis que o jogo apresenta. Esse final não compensa todo esse esforço e é mais fácil se importar com o Uruks de seu exército do que com a história como um todo.

Gráficos

Sombras da Guerra apresenta ao todo 5 mapas bem definidos e diferenciados, todos eles com uma identidade única e cheio de detalhes, mas o jogo ainda passa longe de outros jogos recentes na questão artística. Mesmo em 4K, com HDR ligado ainda é possível perceber algumas texturas de baixa qualidade durante o jogo. Ironicamente o que o game apresenta de mais bonito são os Uruks e as variedades que eles representam.

Jogabilidade

O excelente combate se mantém semelhante ao do primeiro jogo, inspirado em jogos como a série Arkham de Batman e Assassin’s Creed. A complexidade e a dificuldade das batalhas ficam ao ter que lidar com uma grande quantidade de inimigos e a variedade de classes que eles representam, pois a mesma tática não funciona contra todos. Falando na dificuldade, diferente de Sombras de Mordor, ela não diminui conforme a sua progressão avança no jogo, então prepare-se para morrer algumas dezenas de vezes durante a sua jornada.

Além de matar Uruks, você também pode escolher recrutá-los para seu exército, deixando eles disponíveis para diversas ações como seus subordinados. Você pode mandá-los traírem seus superiores, assassinarem outros capitães, serem seus guarda-costas, dentre outras atividades que Uruks costumam fazer.

Além das habilidades de movimentação conhecidas do primeiro game, temos uma nova: o pulo duplo. Ele permite chegar a distâncias maiores e mudar a direção enquanto ao ar. Apesar de muito útil, o jogo tem uma grande dificuldade em reconhecer exatamente onde você quer chegar com a habilidade. É muito difícil cair exatamente onde você quer com ele, o que torna frustrante quando você cai em um local repleto de inimigos em uma abordagem que era para ser de furtividade.

Som

O som cumpre muito bem o seu papel, as vozes dos Uruks são bastante variadas e divertidas (parecem ser centenas de vozes diferentes) e trilha sonora também não deixa a desejar, com músicas épicas durante as batalhas.

Sistema Nêmesis 2.0

Sombras da Guerra faz um excelente trabalho ao expandir o sistema nêmesis apresentado no primeiro jogo apresentando uma enorme expansão na variedade de orcs, classes, títulos, forças, fraquezas e medos. Muitas dessas variações trazem algumas combinações memoráveis, com muitas surpresas e com diversas personalidades marcantes.

Porém, mesmo com um grande aumento na variedade, o jogo não consegue mante-la por muito tempo, ocasionando uma certa repetição de alguns visuais de Orcs e seus títulos no decorrer da jornada.

Árvore de Progressão

De modo geral o jogo apresenta uma árvore progressão bastante complexa, com um menu cheio de informações que podem facilmente assustar jogadores iniciantes. As habilidades são divididas em duas categorias, as liberadas por história e as compradas com pontos de habilidades ganhos por níveis.

As habilidades que são liberadas por história são as mais importantes, já que sem elas muitas mecânicas do jogo permanecem bloqueadas. Algumas delas são questionáveis se deveriam ou não estar liberadas desde o início, como por exemplo habilidades que facilitam a movimentação do jogador e a habilidade de coletar automaticamente itens ao chão. Mesmo com toda a complexidade da árvore de progressão, os níveis são ganhos de uma maneira rápida, o que torna a escolha um pouco mais simples e sem muita margem para erros.

Coletando Loot

Os itens equipáveis caem ao chão ao realizar diversas ações durante o jogo, mas a principal fonte de itens são os Uruks capitães e seus superiores. Os itens são divididos em 4 raridades: normal, raro, épico e lendário. Quanto maior é o nível e raridade do Uruk, melhor é o item que ele derruba ao chão ao ser morto. Isso torna uma escolha interessante entre matar ou recrutar um inimigo poderoso para seu exército.

O jogo também apresenta uma loja onde é possível comprar caixas que concedem aleatoriamente itens e Uruks capitães para seu exército. As caixas com menor raridade podem ser compradas com moedas obtidas no jogo, porém as caixas de raridades superiores só estão disponíveis com dinheiro de verdade.

A adição dessa loja foi bastante polêmica pois poderia ter grandes impactos no fluxo de obtenção dos recursos no jogo. Contudo, durante a jornada não senti necessidade de comprar essas caixas, até porque grande parte da diversão do jogo é conquistar os capitães e não ganha-los aleatoriamente abrindo uma caixa.

Conquistando Fortalezas

A maior novidade que Sombras da Guerra traz é a nova mecânica de conquistas de fortalezas. Cada uma das 5 distintas regiões apresentam uma fortaleza para ser invadida e conquistada. Para facilitar uma invasão é necessária uma preparação, que pode envolver, treinar seus capitães, assassinar os guarda-costas do líder e escolher os participantes da invasão. Durante a invasão você vai a luta junto com centenas de Uruks aliados para tirar a fortaleza do poder do inimigo. Para conquistar a fortaleza é necessário, ao final, enfrentar o líder dentro dela em uma batalha árdua.

Assim que conquistada, você deve organizar forças para defender a fortaleza contra invasões inimigas, sejam elas por parte da história ou parte do multiplayer assíncrono, onde basicamente os jogadores baixam uma cópia da sua fortaleza para batalhar (sem interferir em seu jogo).

Veredito

Com aproximadamente 15 horas para finalizar a campanha principal, Terra-média: Sombras da Guerra arrisca muito e deixa a desejar na questão de história, mas expande de maneira excelente mecânicas já consolidadas no primeiro jogo da série.

As adições de conquistas de fortalezas, o aumento da dificuldade e o grande aumento na variedade de inimigos fazem esse ser mais um grande jogo da série e indispensável para fãs do gênero e principalmente do universo de Tolkien.

Pontos Positivos

  • Expansão do Sistema Nêmesis
  • Conquista de Fortalezas com batalhas épicas
  • Grande variedade de conteúdo
  • Montar dragões

Pontos Negativos

  • História superficial decepciona fãs de Tolkien
  • Árvore de habilidade complexa
  • Movimentação aérea não muito precisa
  • Exige muito tempo para o final verdadeiro
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Leia essa análise no site, participe e comente!!

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Preciso de conhecimento de Senhor dos Anéis para curtir o jogo?

 

No mais, excelente review!

 

 

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Boa review.

Acrescentaria apenas algumas informações sobre o motor gráfico utilizado no game, exemplos de outros jogos como critério de comparação, para assim poder medir de forma "justa" o quão os gráficos melhoraram com relação ao primeiro jogo da franquia.

Que a propósito, o jogo está com excelentes gráficos e belos efeitos de luz e shader´s.

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2 horas atrás, Alucard disse:

Quem.fez o review?

 

Boa analise

 

 

Opa, análise do @Pitcher

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os gráficos estão magníficos

Warner é a publisher que tem os estúdios mais competentes na parte técnica e artística

Edited by AmandinhaPlayer
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Análise do Pitcher ficou ótima, e como já comentei antes, é esse tipo de review feito por usuário daqui que deve ser valorizado.

 

12 horas atrás, WangTang disse:

Preciso de conhecimento de Senhor dos Anéis para curtir o jogo?

 

No mais, excelente review!

 

 

 

Não há necessidade de conhecer sobre LotR, Wang. Os dois jogos criaram uma história excelente, ao meu ver, e dão uma boa imersão. Fazem com que você se envolva com os personagens e o mundo do jogo, sem a necessidade de todo você ter todo o background de LotR. 

 

Na verdade conhecer muito sobre, só vai estragar a sua experiência, fazendo você se tornar um haterzinho que acha que tudo é uma profanação do excelente trabalho do J.R.R Tolkien, e fazendo comentários absurdos tipo: "...aahhh meeeuuuuu! Tomarnocoouuulll aquele tijolo ali na muralha negra não é como o livro descreve. Jogo de merda do kct....olha ali a pintura na cara daquele Uruk Hai, quatro riscos azuis! Absurdo! O livro diz claramente nas crônicas de " Fulano:mua:" que são três riscos e meio...." esses tipo de merda entende!?

 

No entanto, seria bom ter jogado o primeiro, que também é jogão . Essa semana de Aniversário Submarino, chegou a aparecer a edição jogo do ano no PS4 por R$ 59,90. Mas começar por esse, não  vai te prejudicar muito.

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Só não jogo o anterior porque não tenho tempo mesmo!

 

Esse eu vou tentar dar uma jogadinha ;)

 

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58 minutos atrás, WangTang disse:

Só não jogo o anterior porque não tenho tempo mesmo!

Esse eu vou tentar dar uma jogadinha ;)

 

O primeiro você pode dispensar.

É repetitivo, pouco imersivo, não tem músicas boas, e tudo é monocromático (marrom).

Vai fazer você pegar birra do jogo e ter um pré-conceito errado sobre o que está por vir ao jogar o segundo.

 

Mas Shadow of War é perfeito no que se propõe e você vai se envolver com a atmosfera do game sem precisar saber de nada, uma vez que ele até narra os acontecimentos do primeiro que dão origem aos protagonistas do jogo.

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O enredo é um lixo. As missões que fiz até agora achei podres e sem graça.

 

O gráfico é até legalzinho mas já vi jogos bem mais bonitos. PC no ultra.

 

O mapa está recheado de entulho, padrão Ubiwarner, lotado de marcadores.

 

Hud com marcador até pra hora de cagar.

 

Nemesis é um sistema muito interessante mas poderia ser menos forçado e usado de formas mais interessantes.

 

A progressão do char eu achei uma bosta. Não gostei desse esquema de loot e muito menos do sistema de skills.

 

O combate é a mesma coisa do primeiro, com alguns ajustes. Eu já cansei das dezenas de jogos iguais da Ubiwarner.

 

No geral achei bem genérico.

 

Notinha 7,0 pra minhas 10 horas.

 

 

 

 

 

Edited by RhaZo
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Ótima análise. Eu só alteraria a parte que diz:

 

Citar

, porém as caixas de raridades superiores só estão disponíveis com dinheiro de verdade.

 

Não sei se foi por ter jogado talvez a versão antes do lançamento oficial e não estivesse disponível, mas existem alguns desafios no jogo que te dão as moedas de ouro para comprar as caixas (ontem fiz uma de matar um Overlord, por exemplo, e recebi 500 moedas).

 

20 horas jogadas e creio que ainda estou longe do final. Mas é que é muito divertido ficar recrutando capitães e colocar como espiões...

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Não gostei do primeiro e não gostei dessa sequência tb. Simplesmente pq não gosto do estilo de combate dele. Eu até gosto de Stealth, mas não quando o jogo praticamente te obriga a usá-lo o tempo todo. Se não usar enche de inimigo ao seu redor e vc morre fácil. O mundo aberto é menos pior que o do primeiro, que era um mundão de montanhas e campos sem vida vazios, mas ainda assim é muito fraco. A parte da floresta amaldiçoada lá é a melhor parte do jogo, pelo menos até onde eu joguei. O resto é um mundo vazio e sem graça.

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2 minutos atrás, SKOG disse:

O ruim é que simplesmente cagaram pra toda a Lore do LotR...

 

Isso é o de menos. Pra mim que se foda desde que a deturpação for boa e bem feita, o que não é o caso.

 

Mas enredo e personagens são os menores problemas desse jogo.

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45 minutos atrás, SKOG disse:

O ruim é que simplesmente cagaram pra toda a Lore do LotR...

 

Eles usaram o universo de LOTR, eu sinceramente até gosto que tenham essa visão de se desvencilhar da saga.

 

O problema é que o enredo e os personagens são muito ruins.

Edited by RhaZo

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48 minutos atrás, SKOG disse:

O ruim é que simplesmente cagaram pra toda a Lore do LotR...

 

Bastando ter referências de LOTR para mim já está bom.

As cidades e geografia da Terra Média, Gollum, Balgog, Orcs, estilo musical, etc... está tudo lá.

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