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Star Ocean: The Second Story R

Há algo de quase litúrgico em revisitar Star Ocean: The Second Story, um monumento do RPG japonês nascido ainda nos áureos tempos do PlayStation 1 e que, décadas depois, insiste em provar sua relevância através deste requintado remake.

A equipe do vgBR agradece à Square Enix Latam pelo envio do código de análise utilizado nesta cobertura.

A narrativa continua a mesma odisseia interestelar de sempre: um oficial da Federação Pangaláctica se vê arremessado a um planeta alienígena de tecnologia rudimentar e, ao lado de uma jovem nativa marcada por uma profecia ancestral, embarca em uma jornada que mistura ficção científica e fantasia medieval com uma naturalidade que poucos jogos do gênero conseguiram replicar. A escolha entre os dois protagonistas, Claude ou Rena, continua sendo o trunfo estrutural que garante rejogabilidade genuína, e a estética 2.5D, com seus personagens em pixel art convivendo com cenários tridimensionais cuidadosamente esculpidos, permanece um dos exemplos mais elegantes de como reverenciar o passado sem parecer engessado no tempo.

O Combate que Desafia o Tempo

Enquanto tantos RPGs da era de 32 bits envelheceram mal em seus sistemas de batalha, Star Ocean: The Second Story R prova que sua fórmula de combate em tempo real, ágil e profundamente tática, ainda hoje soa surpreendentemente moderna. A fluidez das combinações de golpes, o gerenciamento de posicionamento em campo e a camada estratégica emprestada pelo sistema de habilidades continuam entregando um frenesi satisfatório, digno de fazer qualquer entusiasta de JRPGs esquecer que está diante de uma obra concebida há mais de vinte e cinco anos.

Nada como uma pequena e pacata cidade pra começar a jornada.

As Melhorias de Qualidade de Vida

Ainda que esta edição para o novo hardware da Nintendo não acrescente conteúdo inédito, as conveniências herdadas do remake de 2023 seguem brilhando por sua discrição eficiente. As outrora esquecíveis Private Actions e missões paralelas agora são sinalizadas diretamente no mapa, evitando aquele desconforto silencioso de descobrir, horas depois, que se perdeu um momento precioso de caracterização. O Challenge Log recompensa a curiosidade do jogador com equipamentos especiais, ainda que alguns prêmios beirem o exagero em poder, e a possibilidade de viajar instantaneamente para qualquer local já visitado transforma a exploração em algo consideravelmente menos árduo do que era na concepção original.

Um dos sistemas de batalha mais divertidos da geração.

Desempenho e Fidelidade Visual no Switch 2

É justamente no campo técnico que esta versão justifica sua existência com veemência. Enquanto a edição original de Switch se contentava com 576p no modo portátil e 864p no modo TV, arrastando-se a meros 30 quadros por segundo, esta encarnação para o Switch 2 impõe autoridade ao rodar em 1080p nativos em ambos os modos, sustentando 60fps com uma constância admirável.

Lógico que nem tudo são flores.

Somam-se a isso texturas de resolução superior, objetos adicionais compondo os cenários e sombras com definição mais refinada, elementos que, juntos, aproximam consideravelmente esta edição do acabamento visto na versão de PlayStation 5. Certamente ainda existem pequenas concessões, como uma distância de desenho de cenário um tanto mais tímida se comparada à robusta versão de PC, mas trata-se de uma ressalva menor diante do conjunto apresentado.

Não imaginava que uma recriação em 2D dos cenários pré-renderizados do original ficariam tão lindos.

Veredito

Ponderando cada aspecto técnico e artístico aqui discutido, não há como fugir da conclusão: esta é, sem sombra de dúvida, a melhor versão disponível deste já magnífico remake. A combinação entre portabilidade genuína, estabilidade impecável de quadros e fidelidade visual elevada faz do Switch 2 o palco mais harmonioso já oferecido para reviver este clássico interestelar, superando com folga a experiência capenga que a máquina anterior da Nintendo conseguia proporcionar.

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