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26 de fevereiro de 2026
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O jogo é novo, mas a sua desculpa de 'o controle falhou' é velha

Mario Tennis Fever chega ao Switch 2 com 38 personagens, novas raquetes de poder e modos que agradam tanto puristas quanto fãs do caos clássico do Reino Cogumelo.

Mario Tennis Fever

Mario Tennis Fever chega com a responsabilidade de ser o mais novo capítulo de uma franquia que já atravessa gerações. Desta vez, Mario e sua turma do Reino Cogumelo invadem as quadras em partidas eletrizantes, mas com um diferencial de peso: este é um título exclusivo para o Nintendo Switch 2 e totalmente em pt-BR, porém nessa análise usarei os termos em inglês pois estou mais familiarizado.

Sim, amigos, estamos falando do primeiro título esportivo do encanador para o novo console híbrido da Big N. Com tamanha expectativa sobre os ombros, será que Mario Tennis Fever consegue marcar um ponto vitorioso ou acaba na rede? Bora lá!

Jogar em dupla é 2x mais divertido!

Enquanto pesquisava para este review, confesso que fiquei surpreso ao descobrir que já existem dez títulos de Mario Tennis. O primeirão foi Mario’s Tennis, lançado em 1995 para o finado (e incompreendido) Virtual Boy. Sendo um jogo de lançamento daquele sistema, é um mistério por que a Nintendo não o incluiu na lista recente de clássicos do “Online Classics”, mas isso é papo para outra hora. Não sabemos se lançar o clássico retrô tão perto deste novo lançamento seria um erro estratégico ou uma jogada de mestre. De qualquer forma, a oportunidade passou.

Fato é que o Mario já está mandando ver nos saques há mais de 30 anos, sempre trazendo aquela pegada “maluca” ao esporte, bem ao estilo Mario Kart. Essa abordagem costuma dividir a base de fãs: de um lado, puristas que querem uma simulação de tênis real; do outro, a galera que ama as traquitanas(hehe) e poderes do universo Mario. A boa notícia? Mario Tennis Fever faz o possível (e o impossível) para abraçar os dois mundos.


A Febre das Raquetes: Estratégia ou Caos?

A grande novidade de Mario Tennis Fever atende pelo nome de Fever Rackets. São 30 raquetes colecionáveis para descobrir, cada uma com um poder especial único. Algumas delas criam obstáculos temporários na quadra, como a Banana Racket, a Fire Bar Racket e a Mud Racket (preparem-se para a lama!). Outras são focadas em te dar aquela mãozinha amiga, como a Star Racket, a Swerve Racket (efeitos insanos!) e a Golden Dash Racket.

Se você quiser ter uma dor no braço, dá pra jogar nesse modo Realista… bota realista nisso.

Usar essas belezinhas é moleza. Enquanto você joga, uma barra especial de “Fever” vai enchendo. Quando estiver no talo, basta apertar o botão X para golpear a bola e liberar o caos. O ponto positivo é que isso não quebra o ritmo da partida; parece um tempero extra em vez de um estorvo. E olha só que detalhe técnico bacana: jogadores com reflexos de ninja podem devolver um Fever Shot se baterem na bola antes dela tocar o chão, devolvendo o “presentinho” para o adversário na mesma moeda. Isso traz um equilíbrio essencial, permitindo que até os novatos sobrevivam a ralis tensos e prolongados.

Dica de Pro: Se você é do time dos puristas, pode desligar as Fever Rackets completamente. Assim, você foca apenas na técnica, sem se preocupar com tornados ou Pokey surgindo no meio da rede. Afinal, o tênis é quase um jogo de xadrez: exige tática e persistência. Por outro lado, se você ama o caos mas é indeciso, alguns modos permitem equipar duas raquetes por partida!


Um Elenco de Peso

O elenco de personagens aqui é um show à parte. Com 38 opções, é o maior roster da história da franquia. Pegando carona na diversidade de Mario Kart World, temos personagens improváveis como Goomba, Chain Chomp e Nabbit. Particularmente, eu perco tudo vendo um Goomba segurando uma raquete com a boca (ou o que quer que seja aquilo). Esse absurdo visual é parte do charme da série! Além disso, as cutscenes que apresentam os jogadores antes das partidas são um deleite visual.

Os personagens são divididos em seis categorias clássicas:

  • All-Around (Equilibrados)
  • Technical (Técnicos)
  • Speedy (Velozes)
  • Tricky (Estratégicos/Trapaceiros)
  • Powerful (Força Bruta)
  • Defensive (Defensivos)

Testar cada um para ver quem se encaixa no seu estilo é viciante, assim como desbloqueá-los. O jogo te bombardeia com conteúdo novo constantemente, jogue algumas partidas e BUM, lá vem uma raquete nova, um personagem ou uma quadra inédita.

As cutscenes do modo Aventura são muito bem feitas, parece que estamos vendo um novo filme do Mario.

No quesito técnico, o Switch 2 mostra a que veio. Não existem quedas de frame ou telas de carregamento intermináveis. Graficamente, o jogo está esplêndido. Embora à primeira vista não pareça uma revolução estética radical, tudo na tela é luxuoso e detalhado. As cenas de close-up revelam texturas impressionantes nos uniformes dos personagens.


Modos para Todos os Gostos: Do Berço ao Topo da Torre

Para quem joga sozinho, o prato está cheio com o Adventure Mode e a Tournament Tower. O Modo Aventura traz uma história curiosa: você controla o Baby Mario em uma jornada para devolver a idade adulta a ele e seus amigos, que foram transformados em bebês por acidente. Como o Baby Mario começa mais fraco, o jogo usa isso para te treinar nas mecânicas básicas sem parecer um tutorial chato. Tem minijogos, lutas contra chefes e uma progressão bem satisfatória que leva cerca de 5 horas para ser concluída.

Esse modo é o mais difícil, porém com situações extramemente únicas, não deixe passar.

Já o Tournament Mode pode ser jogado solo ou em dupla. É uma subida em uma torre com dez desafios específicos. Você começa com três corações; perdeu três partidas, volta para a base! É aqui que o bicho pega, com desafios como acertar aros na quadra ou evitar as devoluções potentes do oponente.

A lista de modos ainda inclui:

  1. Free Play: Para aquela partida rápida descompromissada.
  2. Mix It Up: Regras malucas aleatórias.
  3. Swing Mode: Para quem curte usar os sensores de movimento.
  4. Ranked Match & Online Room: Onde a mágica acontece quando você encontra um japonês aleatório que te destrói.

O modo online, inclusive, está impecável. O netcode é sólido, sem lag perceptível e com um matchmaking muito ágil. Meu único problema? Descobri da pior maneira que sou muito melhor contra a CPU do que contra seres humanos reais. Meu ranking sofreu as consequências da minha humilhação pública, mas a diversão continuou intacta!

Vai que dá!

Veredito

Seja você um fã de tênis raiz ou alguém que só quer ver o circo pegar fogo com superpoderes, Mario Tennis Fever entrega o pacote completo. É vibrante, rápido e transborda aquele polimento que só a Nintendo sabe dar. É, sem dúvida, um título que vai morar por muito tempo no meu Switch 2 e nas jogatinas de final de semana com a família.

David Signorelli

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