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Super Mario Bros. Wonder: Nintendo Switch 2 Edition + Meetup in Bellabel Park

Três anos após redefinir o que esperamos de um Mario em duas dimensões, a Nintendo traz sua obra-prima para o hardware de nova geração. Mas será que o novo conteúdo e os gloriosos 4K justificam o retorno ao Reino Flor?

Quando Super Mario Bros. Wonder foi lançado originalmente, ficou claro que a Nintendo não estava apenas tentando reviver a era de ouro dos seus jogos de plataforma laterais; ela estava implodindo as regras do gênero. O jogo se tornou um clássico instantâneo, um daqueles raros títulos que fazem você querer levantar e aplaudir a genialidade dos desenvolvedores a cada nova fase. Agora, como um dos principais destaques do início do ciclo de vida do Nintendo Switch 2, recebemos esta nova versão definitiva. A proposta é simples: pegar um prato principal que já era perfeito e adicionar uma bandeja cheia de petiscos e doces adicionais para acompanhar. O conteúdo extra pode não mudar o sabor da refeição principal, mas com certeza é irresistível.

É, eles estão de volta!

Para quem passou os últimos anos em outra dimensão e perdeu o lançamento original, vale contextualizar: Wonder é o ápice do design de níveis da Nintendo moderna. O jogo substituiu a estética um tanto engessada da série New Super Mario Bros. por uma explosão de personalidade, cores vibrantes e animações feitas à mão que dão a Mario e seus amigos uma expressividade nunca antes vista em 2D. O grande trunfo, claro, são as Flores Fenomenais (Wonder Flowers). Ativar uma delas transforma completamente a fase em que você está, mudando as regras da física, transformando o protagonista em um elefante, fazendo o cenário ganhar vida ou jogando você em um musical improvisado. É um fluxo constante de ideias surreais que nunca se repete.

Consigo escutar a música da fase só de olhar essa imagem.

A transição para o Switch 2 faz com que essa base técnica brilhante ganhe ainda mais força. O jogo agora roda em uma resolução 4K nativa quando conectado à base, e o ganho em nitidez é simplesmente espetacular. O Reino Flor, que já era lindo, salta aos olhos com uma vivacidade impressionante. Cada pequena expressão de Mario, o balanço das plantas e os efeitos de iluminação ganharam um polimento que exalta o esmero da direção de arte. O desempenho é absolutamente impecável, mantendo taxas de quadros cravadas mesmo nos momentos de maior caos na tela.

Dá pra trocar uma ideia com a galera no plaza.

O grande chamariz desta edição, no entanto, é o conteúdo inédito batizado de Meetup in Bellabel Park (Encontro no Parque Bellabel). Essa nova área funciona como um grande hub de entretenimento que se abre após a conclusão das primeiras fases da campanha principal. Trata-se de uma expansão focada majoritariamente na experiência multiplayer, tentando corrigir aquela que era uma das poucas reclamações do jogo original: a falta de atividades estruturadas para se jogar em grupo além da cooperação tradicional dos níveis.

Como diria Van Halen, JUMP!

O Parque Bellabel é um verdadeiro parque de diversões digital, recheado de minijogos competitivos e cooperativos bem divertidos. São dinâmicas de corrida, desafios de ritmo e testes de agilidade projetados para até quatro jogadores localmente (ou até 12 no modo online reformulado). A Nintendo claramente usou o hardware extra do Switch 2 para garantir que o caos de ter tantos personagens na tela não prejudicasse a precisão dos saltos. Uma novidade excelente de qualidade de vida nesta versão é a opção de permitir que personagens que fiquem para trás e saiam da tela sejam instantaneamente teleportados de volta para o Jogador 1 de forma fluida, sem interromper o ritmo da jogabilidade — um recurso ausente no Switch 1 e que aqui se mostra indispensável.

E PRA QUEM JOGA SOZINHO?

Mas nem só de multiplayer vive a expansão. Para os jogadores solitários, a Nintendo adicionou uma pitada muito bem-vinda de conteúdo focado em desafio de alto nível. O destaque vai para o Toad Brigade Training Camp (Acampamento de Treinamento da Brigada Toad), que traz mais de 70 desafios curtos e rápidos. São testes de precisão milimétrica que forçam o jogador a dominar o uso das insígnias (Badges) do jogo. Embora o game traga novas insígnias nesta edição, o pacote ainda esbarra um pouco no mesmo teto do jogo original: o sentimento de que o potencial total dessas habilidades combinadas poderia ter sido ainda mais explorado em fases de história mais longas. Ainda assim, é um prato cheio para os speedrunners e caçadores de segredos.

Outra adição que merece muitos elogios é a reformulação das lutas contra os chefes. Se no jogo original os confrontos contra os Koopalings pareciam um tanto repetitivos e fáceis demais, aqui a desenvolvedora corrigiu o tiro. As novas batalhas exigem que você decifre padrões complexos e use o cenário de forma inteligente. Pela primeira vez em muitos anos em um Mario 2D, nos vimos morrendo múltiplas vezes em um chefe até entender a mecânica necessária para derrotá-lo. É, sem dúvidas, a melhor seleção de chefões que a franquia já viu nesse formato de perspectiva.

VEREDITO

No final das contas, Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition levanta uma questão honesta sobre a necessidade de upgrades. Se você já virou o jogo original do avesso no primeiro Switch e joga predominantemente sozinho, o investimento cheio no novo pacote pode soar um pouco salgado, já que as adições para um jogador funcionam mais como um extra divertido do que como uma nova campanha substancial. Trata-se de uma expansão essencialmente opcional em termos de narrativa.

Por outro lado, se você tem amigos e familiares para rachar o sofá, ou se quer ver o jogo de plataforma mais criativo da atualidade rodando no ápice de sua forma técnica em glorioso 4K, esta é, indiscutivelmente, a versão definitiva de uma obra-prima. A Nintendo conseguiu pegar o que já era um nota 10 e deixá-lo ainda mais completo e polido para a nova geração.

Prós:

Contras:

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