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Towa and the Guardians of the Sacred Tree 

Towa and the Guardians of the Sacred Tree é uma das experiências mais diferentes que eu já tive em termos de RPGs de ação. Embora a premissa do que diz respeito a gameplay tenha sido utilizada aos montes já, esse é definitivamente o game mais diferentão que temos a mesa e vou dar meu melhor para explicar o porquê você deveria experimentar. Desenvolvida pela Brownies (teehee) e distribuída pela Bandai Namco.

A versão que eu joguei foi a do PlayStation 5, que também está disponível no Nintendo Switch, PC e Xbox Series.

O que eu quero dizer de início é que o jogo é muito rico e variado já que há uma grande gama de personagens e combinações possíveis que podem ser utilizadas para explorar as dungeons, tão bem como afinidades de luta em si quanto em momentos de enredo e envolvimento entre eles. Eu curto muito esse tipo de coisa, eu gosto bastante de experimentar possibilidades diferentes para macetar de maneira mais brutal meus inimigos nos joguinhos.

A arte do jogo é uma das partes mais legais.

Nas minhas idas e vindas das dungeons, confesso que eu não cheguei a testar todas as combinações que davam no entanto, mas usei a maioria delas para saber que a experimentação é um fator chave para se conquistar os muitos desafios que são expostos ali. A fluência do game dá-se através de dois tipos de papeis que os herois assumem, conhecidos como Tsurugi e Kagura, basicamente um cujo o foco é o combate em si e um suporte, podendo cada um deles assumir ambos os papeis e variando-se entre si, fazendo um verdadeiro mix and match conforme o que mais agrada o jogador. São cerca de 8 personagens jogáveis com suas características, armas e habilidades, para ambos os papeis. 

Prepare-se para ser surpreendido por inimigos vindo de todos os lugares!

Como falei anteriormente, atravessamos as dungeons do jogo através de áreas que expandem para duas ou mais saídas, cada qual com um boon ou um desafio que recompensará o jogador caso tenha êxito ao concluir, o que pode ser um cartão de melhoria de habilidades, itens, alguns buffs, dinheiro e afins. Quanto maior o desafio, maior a recompensa, então nem sempre vale a pena ir encarando as coisas mais difíceis de cara caso não esteja muito confortável com suas habilidades, às vezes vale mais a pena ir para uma rota para curar seus bonecos e ter um alívio melhor para encarar os boss. 

Temos também uma base, que é o vilarejo onde o jogo se passa, que servirá para melhorarmos atributos dos herois, coletar coisas e forjar novas armas, o que pra mim embora seja muito legal e bem feito, ela é desnecessariamente complicada, o que me desanimou bastante em ficar dando upgrade nelas. 

Tem um pouco de conversa sim, mas é divertido o texto.

Digo isso porque para fazer uma única arma você precisa de um blue print, fazer diversos minigames super confusos e usar de recursos que eu até hoje não entendi direito como funciona. As armas que você cria precisam ser priorizadas a durabilidade delas porque ao usa-las em combates, ela pode vir a quebrar (Não se perde a arma, mas será necessário alternar para a secundária sempre que desferir dois ou três golpes). 

Achei meio paia. Mas o processo é legal pra caramba, digo, é complicado e complexo, mas para quem tem muito tempo livre pode até ser maneiro, o que definitivamente não é meu caso. Eu gostaria de selecionar os materiais que precisa e BOOM, feito, mas não, tem essa burocracia toda.

Revelação Chocante parece uma boa, né?

Falando desse jeito até faz você pensar em Hades, o jogo da Supergiant Games, que claramente Towa foi inspirado, até porque se joga muito parecido mesmo. Ocorre diálogos durante as travessias dos andares, antes e depois de enfrentar os chefes, e que se diga de passagem, tornando tudo mais legal porque o jogo é quase todo dublado, dando personalidade e carisma para os personagens, que por si só são muito bem construídos.

Sem muitos spoilers do enredo do jogo, Towa e os guardiões vão em uma jornada para livrar a terra de um mal chamado Magatsu, uma onda de caos e desordem demoníaca. Em resumo estamos diante de um clássico conto japonês de purificação de regiões tomadas por entidades malignas, nada de muito novo no contexto principal, mas o jogo brilha muito na interação dos personagens e no desenvolvimento da heroína em si, a Towa. 

Ainda na inspiração do game, parece que se inspiraram no desafio do mesmo também porque oh boy, esse jogo é difícil. Recompensador pra caramba, mas pode frustrar bastante as almas mais fracas, então já fique avisado, porque ele não vai segurar sua mão não. 

Muitos e muitos chefes irão acabar com a sua paz… ainda bem!

Falando um pouco do gráfico e da trilha sonora, não tenho absolutamente nada a reclamar, ambos são incríveis, eu não acho que tecnicamente sejam excelentes como um jogo AAA, mas eu viso muito o estilo artístico por trás das coisas, então esses traços mais japonezado me deixa bem feliz, esses estilos de pintura antiga, de arte no “pergaminho” deles, é muito bonito e o jogo todo é assim, tanto no design das fases quanto dos personagens e do universo.

Correspondentemente bom, a trilha sonora é excelente, eu acho que eu vou lembrar dela por alguns bons anos ainda, assim como me lembro bastante de games que tem essa pegada como Okami e God Wars, cheio desses instrumentos clássicos da cultura nipônica, trabalho excelente do Hitoshi Sakimoto. 

VEREDITO

Por fim, se você gosta de jogos que tem essa pegada mais leve de enredo, porém um gameplay rico e desafiador, esse jogo é para você. O combate em par é maneiro pra caramba, e dá para jogar online também! E o melhor de tudo ainda é poder jogar em cooperativo local, que doideira, né? Ache alguém que queira jogar com você nos finais de semana para que sua experiência seja mais completa, e o pior é que eu estou falando sério mesmo, é muito legal. Só peça para seu amigo não se jogar nos inimigos porque se ele se dar mal, você vai junto, aí ferrou tudo.

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