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2 de fevereiro de 2026
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No Switch 2, a vida na ilha continua... só que sem pressa e sem engasgos.

Mesmo depois de anos dominando o Switch original, Animal Crossing: New Horizons prova no Switch 2 que nunca foi um jogo sobre pressa, e sim sobre permanência. Com carregamentos mais rápidos, interface mais fluida e aquela sensação reconfortante de “voltar pra casa”, o simulador da Nintendo segue irresistível. Não há revolução aqui e nem precisa. A ilha continua sendo um refúgio, agora tecnicamente mais elegante.

Animal Crossing: New Horizons Nintendo Switch 2 Edition

Se os jogos da Nintendo fossem jogos de tabuleiro, Mario Kart seria algo como um Uno motorizado, Mario Party lembraria Monopoly e Animal Crossing seria um bonsai. Um jogo para ser cuidado com calma, sem pressa, sem competição e sem cobrança. Em 2026, seis anos após seu lançamento original, Animal Crossing: New Horizons continua sendo exatamente isso, e talvez nunca tenha feito tanto sentido quanto agora, especialmente em sua versão para o Switch 2.

Agradecimentos: Nintendo do Brasil.

Desde 2020, New Horizons se consolidou como um dos maiores fenômenos da história recente da Nintendo. Um jogo que ignora boa parte das convenções tradicionais dos videogames e prefere colocar objetivos em segundo plano, permitindo que o jogador simplesmente exista naquele espaço. Pescar, pegar insetos, conversar com vizinhos, decorar a casa, moldar a ilha. É menos sobre vencer e mais sobre habitar.

Uma ilha que nunca foi tão “deserta” assim

A proposta inicial ainda funciona com sempre: você chega a uma ilha supostamente deserta através do pacote de férias da Nook Inc., acompanhado por dois moradores aleatórios. Começa em barracas, aprende a coletar recursos e a fabricar seus próprios itens. Mas não demora muito para que tudo assuma aquela forma clássica da série. Casas substituem as tendas, o Nook’s Cranny abre as portas, o museu começa a receber fósseis e criaturas, e logo fica claro que você está, sim, em mais uma cidade de Animal Crossing.

Infelizmente o jogo não está em pt-BR e você precisará arranhar esse inglês…

Tom Nook segue sendo o guia (e credor) dessa jornada. Os empréstimos sem juros para expandir sua casa funcionam como o principal fio condutor do progresso, mas nunca como uma pressão real. Você paga quando quiser, no seu ritmo, do seu jeito.

Um jogo que acontece no seu tempo

Tudo em New Horizons funciona em tempo real. O dia, a noite, as estações do ano, o clim, tudo acompanha o calendário do mundo real. Isso faz com que o jogo se transforme em um ritual diário. Entrar por alguns minutos, ver o que mudou, comprar itens novos na loja, colher frutas, regar flores. Não existe urgência, não existe punição por ficar dias longe. O sistema de Nook Miles adiciona pequenas metas e recompensas constantes, incentivando atividades variadas sem nunca soar como uma checklist obrigatória. É progresso sem sentir ansiedade.

Crafting: a grande virada da série

A maior novidade estrutural de New Horizons continua sendo o sistema de crafting. Coletar madeira, minerais e outros materiais para fabricar ferramentas e móveis muda completamente a relação do jogador com a ilha. Você não depende mais apenas da loja: agora cria seus próprios objetos, personaliza cores, estilos e transforma o espaço em algo genuinamente seu.

Novo modo Mouse ajuda bastante nessas partes.

Sim, ainda é necessário encontrar receitas, muitas delas vindas em garrafas na praia, mas esse pequeno “trabalho extra” se encaixa perfeitamente na proposta relaxada do jogo. É mais uma desculpa para explorar.

Visitando outras ilhas

O jogo também permite visitar ilhas de amigos via Dodo Airlines, trocar ideias, admirar decorações e interagir online. Além disso, os Nook Miles Tickets levam você a ilhas menores, cheias de recursos extras e possíveis novos moradores. É um sistema simples, mas que amplia bastante a sensação de mundo compartilhado.

A versão Switch 2

É aqui que New Horizons ganha uma nova camada em 2026. A versão de Switch 2 não muda a essência do jogo e nem deveria, mas melhora significativamente a experiência técnica. Visualmente, o jogo continua rodando a 30fps, porém com uma imagem mais limpa e definida. Há menos serrilhado, cores mais vibrantes e redução perceptível de pop-in, especialmente em ilhas mais movimentadas. Não é uma revolução gráfica, mas é um polimento bem-vindo. Os tempos de carregamento também melhoraram bastante. Entrar na ilha agora leva menos de 20 segundos, contra mais de 30 segundos no Switch original, uma diferença que se sente no uso diário.

Imagine as possibilidades!

Entre as novidades funcionais, o destaque vai para o megafone, que utiliza o microfone do console para chamar moradores pelo nome. É uma adição simples, mas extremamente dentro do espírito da série. Os controles estilo mouse facilitam muito a organização de móveis, tanto na sua casa quanto no conteúdo do Happy Home Paradise, tornando a decoração mais precisa e menos trabalhosa.

Um grande incentivo pra ter a câmera.

O multiplayer online agora suporta até 12 jogadores, um salto considerável em relação ao limite anterior de 8. Há também suporte ao CameraPlay, abrindo espaço para o uso de câmeras USB-C, uma funcionalidade curiosa, ainda pouco explorada, mas cheia de potencial(minha câmera velha de guerra das minhas aulas funcionou bem demais!. Vale ressaltar que esta edição é exclusiva do Switch 2, mas o cartucho funciona no Switch original, rodando a versão padrão. Para quem já possui o jogo, há um upgrade pago de US$ 5(30 mangos reales), um valor justo considerando as melhorias oferecidas.

Conclusão

Animal Crossing: New Horizons continua sendo, em 2026, um dos jogos mais relaxantes, acolhedores e pessoais que a Nintendo já criou. Ele não tenta te impressionar com desafios ou sistemas complexos, ele convida você a ficar. A versão de Switch 2 não reinventa nada, mas entrega a forma mais confortável, rápida e elegante de viver nessa ilha. Como um bonsai bem cuidado ao longo dos anos, New Horizons segue crescendo no seu próprio ritmo. E no Switch 2, ele nunca esteve tão bem podado.

David Signorelli
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