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13 de julho de 2026
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No compasso certo, ninguém chega perto.

Rhythm Heaven Groove prova que, mesmo com imitadores no mercado, a fórmula clássica de minijogos e remixes continua imbatível. O jogo brilha no modo portátil, traz o novo modo Beatspell e capricha na acessibilidade, mas sofre um pouco no modo TV e no multiplayer por causa da calibração de áudio.

Rhythm Heaven Groove

Essa é a primeira vez que um Rhythm Heaven chega ao mercado tendo que dividir espaço com concorrência à altura. Lá no lançamento do jogo anterior, no bom e velho Nintendo 3DS, a imprensa especializada adorava repetir aquela frase clássica: “não existe nada igual a isso por aí”. Pois é, esses tempos ficaram pra trás. Com títulos como Melatonin e Bits & Bops tentando reproduzir o mesmo charme, a franquia já não reina mais sozinha.

Só que essa disputa toda serviu pra escancarar uma coisa: tem elemento no design da série que é osso duro de copiar. A gente sabe bem disso agora! E é justamente por isso que a quantidade de conteúdo e o polimento de Rhythm Heaven Groove impressionam tanto.

PRA QUEM TÁ CHEGANDO AGORA

Se você tá conhecendo a franquia só agora, seja bem-vindo! Rhythm Heaven é sobre completar pequenas cenas usando apertos simples de botão no compasso certo. O jogo ensina o esquema de cada fase num tutorial, e depois solta você pra praticar numa música especialmente composta pra aquilo. O pacote ainda traz remixes, brinquedos sonoros e outras miudezas. Mas o coração da experiência sempre foi aprender e executar esses padrões de batida.

As bolinhas das vogais é apenas o começo dessa jornada!

Quem já é veterano da série conhece bem a receita: aprender um punhado de minijogos novos e depois ver tudo se juntar num remix daqueles, cheio de energia. Essa fórmula continua funcionando muito bem pra manter um ritmo de jogo satisfatório, e recomendamos encarar os remixes com atenção, porque eles evitam que os tutoriais obrigatórios de cada fase nova acabem cansando o jogador. De muitas formas, os níveis de Remix são o verdadeiro jogo, e os desafios individuais funcionam só como treino pra chegar lá.

ACESSIBILIDADE NA MEDIDA CERTA

A série sempre teve fama de ser um jogo mais fácil de curtir ouvindo do que olhando. Rhythm Heaven Groove abraça essa característica com um esquema de acessibilidade robusto. Dá pra ativar leitura em voz alta de todo o texto (ou só das regras essenciais), e os menus parecem pensados pra funcionar bem mesmo sem depender de recursos visuais. O menu principal resultante disso acaba ficando meio sem graça, é verdade. Dava pra ter feito mais pra carregar a mesma energia do resto do jogo. Ainda assim, vale todo o aplauso pelo esforço de entregar o primeiro jogo de áudio dispensável de tela da Nintendo desde Soundvoyager.

Segurança em primeiro lugar!

BEATSPELL: O MODO EXTRA QUE MERECE ATENÇÃO

O maior modo paralelo de Rhythm Heaven Groove chama Beatspell. Nele, você enfrenta monstros em batalhas baseadas em ritmo, apertando os botões no tempo certo pra conjurar magias e curar. Começa simples e demora um pouco pra engrenar, mas sem entregar spoiler nenhum, garantimos que o modo chega a estágios bem mais complexos e interessantes lá na frente. Fora isso, você vai destravando várias distraçõezinhas conforme avança pelas fases principais. Não são o motivo pra comprar o jogo, mas de vez em quando rendem uma boa risada. Boa para os fãs de RPG de plantão!

PORTÁTIL É REI, E ISSO PESA

Rhythm Heaven sempre funcionou melhor no formato portátil, e os próprios desenvolvedores sabem disso, já que praticamente toda a série (com uma única exceção) nasceu portátil. O motivo é simples: mais do que a maioria dos jogos de ritmo, essa franquia depende de uma calibração audiovisual bem precisa. Existem ferramentas embutidas pra tentar contornar esse problema, mas no nosso setup a resposta foi sempre mais ou menos assim: “beleza, se você garante, mas vai ficar meio estranho às vezes” e teve até um “não, esse modo aqui não rola de jeito nenhum”.

É uma ideia mais louca que a outra.

O resultado é visivelmente melhor no modo portátil, e recomendamos jogar quase exclusivamente assim. O jogo até traz um aviso sobre usar fones sem fio, coisa que nunca vimos em nenhum outro título. Tomamos todo cuidado e precaução possível jogando no modo TV e mal conseguimos arrancar um “Bom” nas pontuações; já na primeira tentativa no modo portátil, veio direto um “Incrível”.

Master Chef Groove + Cats.

Esse mesmo fator, infelizmente, complica bastante a experiência no modo multiplayer novo do jogo. As restrições do período de análise não deixaram testar essa parte com toda a calma que gostaríamos, mas os obstáculos logísticos já dão pra perceber que vai ser osso vender a ideia pra qualquer grupo de amigos. Na prática, é escolher entre abrir mão da precisão de tempo pra jogar na telona ou abrir mão do conforto pra ficar todo mundo espremido ao redor de uma mesinha.

VISUAL E TRILHA SONORA

Rhythm Heaven Groove tem um visual bonito, e o estilo carrega o jogo do início ao fim! O aumento de fidelidade gráfica, porém, acaba deixando as costuras técnicas mais à mostra. Dá pra sentir o trabalho acontecendo ali na tela: as camadas de animação, os fundos, é difícil até explicar direito. O jogo compensa isso usando filtros, trocas de paleta e outros truques do gênero pra manter a experiência visual dinâmica durante as partidas. E, claro, a trilha sonora é excelente. Existe até uma opção pra tocar as músicas separadamente, e sinceramente é algo que dá vontade de fazer.


VEREDITO FINAL

Rhythm Heaven Groove segue a fórmula da franquia bem de perto, construindo uma caixinha de brinquedos familiar e robusta pros fãs do ritmo. O ponto de atenção número um é o delay! Recomendamos fortemente jogar no modo portátil e escolher os fones de ouvido com cuidado, se for o caso. Ainda assim, todo esse cuidado vale muito a pena.

David Signorelli

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