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28 de novembro de 2025
8.5
O jogo onde a parede é opcional e o teto é meramente sugestivo

Jogando Battlefield 6 e explorando a tensão do modo REDSEC, fui transportado de volta a uma época em que eu realmente amava o multiplayer online. Eu tinha descido do trem dos shooters competitivos há algum tempo, trocando sessões de tiro por jogos de esporte e corrida. No entanto, nas últimas semanas, gastei todo o meu tempo livre aqui. E, por mais perigoso que isso seja para alguém com uma rotina pesada de trabalho e estudos, a qualidade do tempo gasto aqui é tão alta que pretendo continuar jogando muito depois de concluir esta review.

Battlefield 6

Dentro da história consagrada dos shooters multiplayer, poucos nomes carregam tanto peso quanto a franquia Battlefield da DICE. Esta série militar de longa data tem sido um pilar fundamental no espaço online, oferecendo batalhas em grande escala em diferentes cenários, que variam desde a Primeira Guerra Mundial até o futuro distante.

Ao longo da última década, os jogadores experimentaram altos (como o épico Battlefield 1) e baixos (o problemático Battlefield 2042), mas nada pareceu trazer a série de volta ao seu auge absoluto. Os melhores episódios, Battlefield 3 e 4, pareciam memórias distantes agora. No entanto, após passar as últimas semanas mergulhado no novo Battlefield 6 e no seu ecossistema REDSEC, saí da experiência dizendo a mim mesmo algo que nunca pensei que diria novamente: Putz, Battlefield finalmente voltou.

As cutscenes do modo história ajudam a entrar no clima.

Desenvolvido pelo recém-formado Battlefield Studios (um conglomerado que une o talento da DICE, Criterion Games, Motive Studios e Ripple Effect Studios), o novo título é um shooter de primeira pessoa composto por dois pilares principais: uma campanha single-player focada na narrativa e um robusto pacote multiplayer online. O último é, obviamente, a estrela do show, sendo o “feijão com arroz” de qualquer grande experiência da franquia, mas a campanha merece uma atenção especial.

A Campanha: Dagger 1-3 e a Ameaça da Pax Armata

Sendo a primeira campanha de Battlefield desde o V em 2018 (e a primeira entrada não-episódica desde o 4 em 2013), fiquei surpreso com sua inclusão, dada a história recente da série em focar quase exclusivamente no multiplayer. Situada entre os anos de 2027 e 2028, os jogadores assumem o controle de uma série de fuzileiros navais dos EUA que lutam contra um exército privado implacável conhecido como Pax Armata.

Parece real, né?

Ambientada em locais variados como o Brooklyn, Cairo e o Tajiquistão, a jogabilidade no single-player é majoritariamente linear. A maioria das fases segue a estrutura clássica: eliminar inimigos, avançar de um ponto a outro e encerrar cada capítulo com uma grande cena de ação cinematográfica. No entanto, certos níveis trazem elementos que agitam a fórmula, como a capacidade de dar comandos leves aos companheiros de esquadrão controlados pela IA — ordenando que eles façam o reconhecimento de inimigos à frente ou que concentrem fogo em um grupo grande de hostis.

No geral, a campanha de Battlefield parece uma coleção de “melhores momentos” de vários shooters militares. Há missões dedicadas para snipers, onde você deve esgueirar-se pelo perímetro e eliminar alvos à distância, seções de veículos onde você dirige caminhões pesados ou opera torres de metralhadora, e até trechos focados inteiramente em furtividade com o uso de visão noturna. Quem tem boas lembranças de Call of Duty 4: Modern Warfare (2007) certamente encontrará prazer na campanha, especialmente pela sua curta duração e facilidade de jogo no PS5.

O Tutorial de Luxo e o Espetáculo Técnico

Embora a narrativa em si não seja a mais profunda, o principal motivo para jogá-la é que ela serve, essencialmente, como um tutorial estendido das mecânicas do jogo. Comandos de esquadrão, tipos de armas, pilotagem de veículos e até a destrutibilidade dos cenários entram em jogo para preparar o jogador para os modos online e para o intenso REDSEC. A aventura offline é uma ótima maneira de se acostumar com o peso do jogo, mesmo que não seja algo revolucionário.

Aqui que o bicho pega, no MP.

Em termos de apresentação no PS5, a campanha é deslumbrante. Cenas de ação ao estilo Michael Bay e um design de som de nível Hollywoodiano se unem para criar algo muito imersivo. Jogar com fones de ouvido de qualidade elevou essa experiência, adicionando uma camada extra de realismo. Dito isso, o “filé mignon” do BF6 é, inegavelmente, o multiplayer. Se a campanha cumpre seu papel sem impressionar demais, o caos que emana de qualquer partida multiplayer compensa tudo.

Multiplayer

Distribuído em vários modos, a rotação principal conta com os clássicos Conquista (Conquest), Ruptura (Breakthrough) e Investida (Rush). Todos giram em torno de um mix de defesa e ataque a objetivos ou setores específicos do mapa. Até 64 jogadores podem se enfrentar nessas partidas, divididos em esquadrões de quatro pessoas.

Os cenários são bem variados, felizmente.

Desde o início, o ciclo de jogabilidade é excepcional graças a essas batalhas em larga escala, garantindo que duas partidas nunca sejam iguais. A tensão de lidar com snipers inimigos, tentar reviver companheiros caídos sob fogo cruzado ou usar uma marreta para derrubar paredes e criar novos pontos de vantagem é empolgante. A maioria das partidas dura entre 30 e 40 minutos, e as horas voam com aquele sentimento de “só mais uma partida” batendo forte.

Um ponto crucial aqui é a correção de rumo em relação ao título anterior. Os mapas vastos e vazios do 2042 se foram, substituídos por arenas menores (mas ainda imensas para os padrões do gênero) que parecem muito mais densas e ricas em detalhes. Navegar por essas zonas no PS5 não parece mais uma tarefa árdua, e os eventos climáticos irritantes do passado também foram removidos. A experiência foi refinada até seus elementos mais puros.

O Retorno das Classes e a Progressão

O sistema de classes está de volta, com cada uma oferecendo vantagens distintas e especialidades de armas. Eu joguei principalmente como a classe Assalto, que foca em rifles de assalto e possui regeneração de vida mais rápida através de injeções de adrenalina. O jogo rotula claramente quais armas funcionam melhor para cada classe, e subir de nível é um processo direto. Matar com armas específicas libera acessórios, enquanto o nível geral do jogador desbloqueia novas armas. Há também missões específicas de classe que liberam gadgets e itens secundários, desde tarefas simples como abates com escopeta até feitos mais específicos sob efeito de adrenalina.

Admita que você fez barulho de explosão vendo essa foto.

A progressão é satisfatória e tudo é comunicado de forma clara. Eu sempre sinto que estou trabalhando para algo, mesmo partidas ruins que terminam em derrota dão a sensação de avanço. Meu único porém é que a velocidade de progressão poderia ser um pouco mais rápida; às vezes parece um pequeno “grind” para alcançar o próximo nível, mas isso não impactou minha diversão no multiplayer.

VEREDITO

Jogando Battlefield 6 e explorando a tensão do modo REDSEC, fui transportado de volta a uma época em que eu realmente amava o multiplayer online. Eu tinha descido do trem dos shooters competitivos há algum tempo, trocando sessões de tiro por jogos de esporte e corrida. No entanto, nas últimas semanas, gastei todo o meu tempo livre aqui. E, por mais perigoso que isso seja para alguém com uma rotina pesada de trabalho e estudos, a qualidade do tempo gasto aqui é tão alta que pretendo continuar jogando muito depois de concluir esta review.

David Signorelli

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