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12 de março de 2018
Loot boxes: a polêmica continua em 2018

As loot boxes foram o tema forte do final de 2017 no mundo dos videogames e a polêmica não parece estar abrandando. Na última sexta-feira (9 de março), novos obstáculos à atuação das desenvolvedoras fizeram as manchetes da mídia mundial de jogos e tecnologia.

Primeiro, foi a Apple, anunciando que ia interromper as atualizações de jogos com “mecanismos que oferecem itens virtuais randomizados para compra”, de acordo com o Canaltech. Os aplicativos deverão informar os usuários sobre quais as reais probabilidades de conseguirem um prêmio, investindo na funcionalidade.

Segundo, a Austrália anunciou que os jogos com loot boxes passariam a ser incluídos na lista de jogos tratados como “gambling”, isto é, como jogos de azar.

Reacções à nível mundial: entenda

Primeiro foi, em novembro de 2017, uma decisão de um órgão do governo da Bélgica a comparar as loot boxes a “gambling” (jogos de azar); logo o ministro da Justiça belga apelou à União Europeia para proibir essa funcionalidade.

Nos Estados Unidos, um político “millennial” e “gamer” (Chris Lee, do Havaí) exigiu controles à funcionalidade e a proibição de seu acesso a menores de 21 anos; o Havaí acabou por aprovar legislação nesse sentido.

Recentemente, também na Austrália, um senador, também “millennial” (Jordon Steele-John, de apenas 24 anos), falou contra este tema – mostrando que os políticos mais jovens são aqueles que estão mais atentos a esse fenômeno.

Loot boxes: máquinas caça-níquel, como em um cassino

A grande crítica à funcionalidade vem do fato de ser demasiado semelhante a uma máquina caça níqueis, principalmente na parte de “convidar” o usuário a gastar dinheiro. A loot box, a troco de um pequeno valor, promete ao usuário um prêmio ou recompensa, que pode chegar – ou não. Mas o dinheiro cai sempre na conta bancária da desenvolvedora, e o usuário é incentivado a continuar jogando. Não é de admirar que vários organismos à nível mundial estejam considerando as loot boxes como uma variedade de jogos de cassino.

Será que a indústria vai reagir?

A ERSB, organismo encarregado da classificação dos videogames nos Estados Unidos, já anunciou que os jogos terão um selo de “Compras Dentro do Jogo”, respondendo à pressão de uma senadora pedindo medidas concretas.

O passo da Apple é significativo e mostra que a polêmica não vai abrandar. Não só os políticos, mas também as tecnologias estão entendendo que arriscar nas loot boxes poderá ser um erro. É de esperar que a própria indústria dos games comece a se controlar, para evitar uma intervenção do governo federal dos Estados Unidos no assunto – e uma vez que os estados já vêm agindo, como se vê no caso do Havaí.

E você? O que acha das loot boxes? Teme que a prática possa estragar o futuro dos videogames ou acredita que os gamers não vão cair nessa?

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