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10 de fevereiro de 2026
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Dunjungle acerta no essencial e prova que um bom roguelite vive de combate afiado e loop viciante

Dunjungle é um roguelite de ação 2D que aposta em combate rápido, controles precisos e alta rejogabilidade. Com boas opções de builds, progressão constante e runs ideais para sessões curtas, o jogo entrega uma experiência sólida e viciante no Nintendo Switch, mesmo sem reinventar o gênero.

Dunjungle

Plataforma testada: Nintendo Switch
Gênero: Ação / Roguelite / Side-scroller
Desenvolvedora / Publicadora: Astrolabe Games


Um roguelite que aposta no básico bem executado

Dunjungle não tenta reinventar o gênero roguelite, e isso fica claro desde os primeiros minutos. Em vez de mecânicas excessivamente complexas ou sistemas confusos, o jogo aposta em fundamentos sólidos: combate rápido, progressão constante e um loop de gameplay extremamente viciante.

Saca a língua do sapo!

A proposta é simples e eficiente. Cada run leva o jogador a explorar áreas geradas proceduralmente dentro de uma selva cheia de perigos, inimigos variados e recompensas que mudam completamente a forma de jogar. É aquele tipo de jogo que faz você dizer “só mais uma tentativa” repetidas vezes.


Combate afiado, responsivo e recompensador

O grande destaque de Dunjungle está no combate. Os controles são extremamente responsivos, transmitindo uma sensação imediata de precisão em cada ataque, esquiva ou habilidade utilizada. Em um roguelite de ação, esse fator é essencial, e aqui ele é executado com muita competência.

Com certeza nosso herói terá dificuldades em desviar desses ataques!

O jogo oferece uma boa variedade de armas, habilidades ativas, magias e efeitos passivos, permitindo a criação de builds bastante distintas entre uma run e outra. Em uma tentativa, você pode apostar em um estilo agressivo, focado em dano rápido; na seguinte, em algo mais estratégico, priorizando controle de área ou sobrevivência.

A leitura de inimigos é clara e justa. Cada adversário possui padrões de ataque bem definidos, fáceis de entender, mas difíceis de dominar. O jogo pune erros, mas raramente parece injusto, sempre deixando a sensação de que a derrota aconteceu por falha do jogado, e não por decisões mal planejadas do game.


Chefes que testam aprendizado e execução

Os confrontos contra chefes funcionam como verdadeiros testes de tudo o que foi aprendido ao longo da run. Eles exigem atenção, domínio das esquivas e bom uso das habilidades adquiridas.

Sim, você é pequeno.

Embora não sejam extremamente numerosos, cumprem bem seu papel de aumentar a tensão e quebrar o ritmo da progressão. Cada encontro traz desafios próprios, reforçando a importância de adaptar sua build e estilo de jogo conforme a situação.


Progressão que respeita o tempo do jogador

Mesmo sendo um roguelite punitivo, Dunjungle respeita o tempo do jogador. As runs são relativamente curtas, o que reduz a frustração e incentiva a experimentação constante. A progressão entre tentativas é clara e recompensadora. Desbloqueios permanentes, melhorias e novas opções de personalização fazem diferença real na jogabilidade, garantindo uma sensação constante de evolução.

Ah, nada como ver um dano crítico…

Esse equilíbrio entre desafio e progressão torna o jogo acessível para quem não é veterano no gênero, sem abrir mão da profundidade necessária para manter jogadores mais experientes engajados.


Visual simples, mas cheio de identidade

Visualmente, Dunjungle aposta em uma pixel art simples, porém eficiente. Os cenários da selva apresentam boa variedade e evitam a sensação de repetição excessiva, mesmo após várias horas de jogo.

Não foi uma boa ideia ir para o cemitério.

Os inimigos possuem designs criativos e facilmente reconhecíveis, ajudando tanto na leitura do combate quanto na construção da identidade do mundo. O estilo cartunesco conversa bem com a proposta leve e aventureira do jogo.


Trilha sonora e áudio funcionais

A trilha sonora acompanha bem o ritmo da ação, reforçando os momentos mais intensos sem se tornar cansativa. Os efeitos sonoros são claros e bem definidos, facilitando a identificação de ataques, impactos e situações de perigo durante o combate. Não é um trabalho memorável, mas cumpre seu papel com eficiência e contribui para a imersão.


Desempenho no Nintendo Switch

No Nintendo Switch, Dunjungle apresenta um desempenho sólido na maior parte do tempo. O jogo mantém uma taxa de quadros estável durante as runs, com quedas pontuais apenas em momentos de muitos efeitos na tela.

Let’s Dance!

Nada que comprometa seriamente a experiência, mas é algo perceptível para jogadores mais atentos. Em modo portátil, o título se encaixa perfeitamente, sendo ideal para sessões rápidas e repetidas.


Longevidade e replay

Como todo bom roguelite, Dunjungle se apoia fortemente na rejogabilidade. A variedade de armas, habilidades e combinações possíveis garante que cada nova tentativa traga algo diferente. Mesmo após várias horas, o jogo consegue se manter interessante graças ao incentivo constante à experimentação e ao desejo de otimizar builds cada vez mais eficientes.


VEREDITO

Dunjungle é um roguelite honesto, bem construído e que entende exatamente o que seu público espera. Ele não tenta competir diretamente com os gigantes do gênero, mas entrega uma experiência consistente, divertida e extremamente viciante. Para fãs de jogos de ação 2D e roguelites, é uma recomendação fácil, especialmente para quem busca algo direto, bem executado e perfeito para sessões curtas no Switch.

David Signorelli
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