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19 de fevereiro de 2026
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Ele percebe que sua camisa está do avesso! Rapidamente a vira para o lado certo...

Mais do que uma simples atualização, trata-se de uma reconstrução cuidadosa que transforma um clássico em algo que parece contemporâneo. Dragon Quest VII Reimagined não apenas honra seu legado, mas o eleva, reafirmando a força da série e consolidando-se como uma experiência essencial para fãs de RPG.

Dragon Quest VII Reimagined

A Square Enix não é novata quando o assunto é RPG, e Dragon Quest é uma de suas séries mais longevas e respeitadas. Dentro dela existem capítulos que marcaram gerações, e Dragon Quest VII certamente é um deles. Agora reconstruído do zero em Dragon Quest VII Reimagined, o título retorna não apenas como uma atualização visual, mas como uma releitura cuidadosa de um dos RPGs mais ambiciosos da franquia.

Dragon Quest VII foi meu primeiro contato com a série, joguei quase 100 horas dele e considero até hoje um dos melhores da série. Portanto essa análise pode ser um pouco mais “emocionada” por culpa disso, aviso dado, bora lá!

Memórias de um Mundo Perdido

Os visuais aprimorados são o elemento que mais chama atenção à primeira vista, mas bastam poucas horas de jogo para perceber que o trabalho vai muito além da estética. Existe um carinho evidente em cada ajuste de sistema, em cada melhoria de ritmo e em cada refinamento estrutural. O lançamento original tinha falhas conhecidas, especialmente na cadência inicial e em certas limitações técnicas, mas ainda assim era uma experiência excepcional. Aqui, a Square Enix encontra maneiras inteligentes de corrigir esses problemas sem descaracterizar a essência do jogo, entregando o que pode ser considerado um dos RPGs mais fortes do ano.

Dragon Quest VII sempre foi lembrado como um dos capítulos mais longos e densos da série, com uma abertura notoriamente lenta. A duração continua impressionante, mas agora a jornada se sustenta melhor. Explorar as ilhas, desbloquear suas histórias e reconstruir civilizações perdidas é mais envolvente do que nunca. O ritmo foi ajustado de forma perceptível, especialmente nas primeiras horas, tornando a progressão mais natural e menos cansativa. A sensação de avanço é constante, e a estrutura episódica da narrativa mantém a curiosidade sempre ativa.

Visualmente, o remake adota um estilo HD com aparência de diorama que foge do padrão HD-2D visto em outros projetos recentes da franquia. A direção de arte moderniza o mundo sem abandonar o legado visual de Akira Toriyama. As ilhas são vibrantes e detalhadas, os monstros possuem animações expressivas e as dungeons finalmente transmitem a atmosfera que o hardware original jamais conseguiu alcançar. Não se trata apenas de um salto gráfico, mas de um refinamento de tom e ambientação. Cada local parece cuidadosamente construído, quase artesanal.

Nunca esqueça de usar o Party Chat!

Grito da Torre dos Monstros

Os sistemas também foram aprimorados com inteligência. A progressão das vocações acontece em ritmo mais orgânico, evitando longos períodos de estagnação. As batalhas fluem com mais agilidade e o combate transmite maior sensação de estratégia e recompensa. Chefes exigem planejamento real(pelo menos no Stronger Enemies), habilidades de classe possuem propósito claro e a sinergia do grupo faz diferença concreta nos confrontos mais desafiadores. Para quem gosta de experimentar builds variadas, há profundidade suficiente para explorar combinações e otimizações sem tornar o sistema excessivamente complexo.

Além disso, o jogo oferece opções que permitem personalizar a experiência. Ajustes como velocidade de combate e recuperação após batalhas tornam a jornada mais acessível, especialmente considerando a longa duração da campanha. Essas ferramentas não simplificam o desafio de forma artificial, mas ajudam a reduzir eventuais momentos de repetição, tornando a experiência mais fluida.

Esse jogo é simplesmente um deboche de tão lindo.

Movendo-se Através do Presente

Narrativamente, Dragon Quest VII continua se destacando pela sua estrutura única. Existe uma trama central, mas ela é sustentada por histórias individuais em cada ilha visitada, muitas delas atravessando diferentes períodos do tempo. O jogador não apenas viaja por eras distintas, mas reconstrói sociedades inteiras, salva regiões isoladas de calamidades e testemunha as consequências de suas ações ao longo dos séculos. Cada ilha funciona como um pequeno arco independente que, gradualmente, expande o mundo e aprofunda o mistério principal.

O impacto emocional dessas histórias permanece surpreendente. O remake intensifica momentos dramáticos por meio de visuais mais expressivos e de uma dublagem que adiciona peso às cenas mais marcantes. O charme clássico da série está presente, mas há espaço para temas mais sombrios e reflexivos. Descobertas trágicas, vilas amaldiçoadas e destinos inesperados ganham uma carga emocional maior nesta versão, reforçando o quanto essas narrativas continuam relevantes.

Carisma do elenco carrega a história.

O elenco também merece destaque. A coragem impulsiva de Kiefer, os comentários afiados de Maribel e a inocência sincera de Ruff criam uma dinâmica envolvente. As interações são naturais, muitas vezes divertidas, e ajudam a equilibrar a complexidade da trama. Há desenvolvimento real ao longo da jornada, especialmente em personagens que inicialmente podem parecer difíceis, mas que crescem de maneira convincente com o passar do tempo.

A construção de mundo é outro ponto forte. Mesmo com sua estrutura episódica, o jogo mantém coesão narrativa. O mistério central se desenvolve em ritmo constante, conectando os eventos de cada ilha de maneira satisfatória. Diferente de outros RPGs longos que podem perder fôlego na reta final, aqui a sensação é oposta. A aventura ganha força conforme avança, culminando em momentos emocionalmente impactantes que reforçam a dimensão da jornada percorrida.

Nada como a sensação gostosa de um drop!

Existem pequenas limitações. A câmera poderia oferecer maior liberdade para contemplar os cenários e a variedade de NPCs poderia ser expandida para acompanhar a riqueza visual dos ambientes. Ainda assim, esses detalhes não comprometem a experiência como um todo. Dragon Quest VII Reimagined é grandioso na medida certa. Ele respeita suas raízes, mas não tem medo de modernizar sistemas e ajustar estruturas que precisavam evoluir. Visualmente impressionante, mecanicamente sólido e narrativamente envolvente, o remake captura com precisão a sensação de descoberta que tornou os JRPGs clássicos tão especiais.

VEREDITO

Mais do que uma simples atualização, trata-se de uma reconstrução cuidadosa que transforma um clássico em algo que parece contemporâneo. Dragon Quest VII Reimagined não apenas honra seu legado, mas o eleva, reafirmando a força da série e consolidando-se como uma experiência essencial para fãs de RPG.

David Signorelli
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