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25 de setembro de 2019
9
Finalmente remasterizado
Chegou a vez de Final Fantasy VIII finalmente receber um tratamento diferenciado e definitivo atualizado para os aparelhos modernos com diversas novidades, em comemoração dos 20 anos do seu lançamento original
Final Fantasy VIII Remastered – Análise

Final Fantasy VIII é um dos meus jogos favoritos da série principal e eu praticamente só tenho boas lembranças quando esse título me vem na cabeça. Lembro que originalmente ele vinha em 4 discos por conta da grande quantidade de FMVs e enquanto mais jovem, isso era praticamente surreal – de outro mundo, e não era para pouco, a qualidade das animações sempre mantiveram um padrão crescente desde o Final Fantasy VII até os dias de hoje, sempre gerando aquele “minha nossa” toda vez que você inicia um game diferente.

Com tudo, agora chegou a vez de Final Fantasy VIII finalmente receber um tratamento diferenciado e definitivo em comemoração dos 20 anos do seu lançamento original para o PSOne.

O game agora pode ser curtido em todo seu esplendor no Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e Steam, revivendo assim uma das experiências mais marcantes em alta resolução para praticamente todo tipo de público. A versão do qual esse review tem embasamento é do Nintendo Switch, executado perfeitamente com o selo de qualidade da Square-Enix.

Para quem não teve a oportunidade de conhecer na época, o game tem um foco mais “apaixonado e romântico” no enredo, contando a trajetória de um jovem estudante de poucas palavras chamado Squall, cujo qual forma-se junto de seus colegas em uma unidade de ações especiais – A SeeD, contratada para realizar operações de auxilio em combate, exterminação de monstros e outros tipos de missões neste seguimento. Squall e seus colegas acabam se envolvendo numa trama muito confusa de espaço de tempo, dimensões paralelas, bruxas e um romance com a melhor garota, Rinoa.

O game traz um gameplay diferentão, esse é o primeiro Final Fantasy que eu vejo que trouxe mais ousadia experimental nas mecânicas mais complexas como a de “junctionar” suas magias e summons (vou deixar para o tutorial do game explicar isso tudo para vocês), refinar e transformar seus itens em outras coisas, cardficar os monstros para o seu deck de cartas, sempre trabalhando bastante recursos de explorar capacidades especiais dos seus membros de equipe e etc. Temos de volta o famoso mini-game de cartas, Triple Triad, que é muito viciante (melhor do que aquele do 9, na minha humilde opinião).

Uma pena que o jogo não tenha um desafio digno a altura do quão forte você pode se tornar nesse game, mas ainda sim, pelo fato dos inimigos e chefes acompanharem seu level, a dificuldade do game depende muito do quão esforçado você é para grindar experiência em combate. Você pode ficar suficientemente forte para derrotar o ultimo chefe do game antes mesmo de sair da primeira “ilha” do jogo, é só saber mexer muito bem no sistema de junction e fujir de todas as batalhas aleatórias, hehe. Mas isso estraga a experiência toda do game, óbvio.

Este remaster está cheio de mudanças que não se limitam apenas em questões gráficas e pequenos tweeks – que foram bem significativas, principalmente nos modelos dos personagens humanoides e monstros que houveram além de um retocada nas texturas, alguns outros detalhes que foram mexidos para dar mais vida como mudanças nas roupas, mechas de cabelo, expressão facial e etc, lembrando muito os modelos que são encontrados no Dissidia NT ou FFX até, por exemplo – e como ficaram bonitos! Meu único problema com tudo isso é que os cenários do jogo não tiveram esse carinho todo e em alguns casos eles parecem bem estranhos com os novos modelos andando aqui e ali o que é uma pena.

Além disso todas as fontes do game foram mudadas também, estão bem boas para leitura e super agradável aos olhos. Nas caixas de textos, menus e durante as batalhas, pelo qual eu sempre tive um pouco de desgosto, foi devidamente melhorado.

É importante ressaltar que também na parte de áudio no qual os samples das faixas ficaram com uma notável fidelidade superior. Se o jogador dispõe de um bom fone ou um sistema de som maneiro, a diferença áudio-visual é como da água para o vinho em comparação com o original. Outros aspectos de gameplay já vistos nas versões anteriores também estão presentes neste game, como remover os encontros aleatórios, aumentar a velocidade em até 3X e ativar um cheat mode nas batalhas que faz que o personagem esteja sempre em Limit Breaker e o ATB no talo. As animações em FMV tiveram um upgradezinho também, parecido com o que ocorreu com o Final Fantasy IX lançado anteriormente, que pode ser conferido o review aqui no vgBR mesmo na tela anterior.

Meu veredito é que sim, como os anteriores, vale a pena comprar. Final Fantasy 8 é Final Fantasy 8 em sua essência, é o mesmo jogo que você já jogou anteriormente, sim, mas é massa poder revisitar com mais paciência as dungeons com o esquema de tirar batalha aleatória ou fazer uso de um time diferente para testar as mecânicas dos personagens, misturar suas skills, GFs (summons) e etc. Sempre terá coisa nova para ver, é muito gratificante ver tudo rodando lisinho nesse remaster definitivo.

Prós

  • Os modelos 3D dos personagens e inimigos ficaram muito legais, retrabalhados do zero, lindos
  • Faixas com uma maior fidelidade notável
  • Poder acelerar em 3X e tirar batalhas quando estiver explorando
  • Riquíssimo sistema de jogo e evolução, as junctions são muito bem feitas e legitimamente instigantes
  • Triple Triad, o jogo de carta é fenomenal

Contras

  • Os cenários infelizmente parecem a mesma coisa do PS1, não percebi melhoria nenhuma alem da resolução
  • Ficar dando Draw das magias fica entediante com o tempo
  • Os inimigos acompanham seu level, eu particularmente não gosto disso
Fábio Kraft
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