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23 de janeiro de 2025
8.5
Confinar seus espíritos pra quebrar o pau!

Phantom Brave: The Lost Hero uma experiência nostálgica e cativante, com gráficos renovados, interface moderna e uma trilha sonora encantadora. Apesar de ter sentido falta de conteúdos mais robustos e de algumas simplificações na jogabilidade.

Phantom Brave: The Lost Hero

Phantom Brave: The Lost Hero é a sequência direta do aclamado Phantom Brave, lançado originalmente em 2005 para o PlayStation 2. Este novo título não só continua a história de Ash e Marona, mas também revitaliza a experiência com gráficos aprimorados, uma interface renovada e ajustes técnicos que modernizam a jogabilidade enquanto preservam o espírito nostálgico do original.

Gráficos e Interface

Os gráficos de The Lost Hero foram claramente pensados para atender às expectativas dos jogadores modernos. Seguindo um estilo visual que remete a títulos recentes como Disgaea 7, os cenários e personagens ganharam uma riqueza de detalhes que transforma cada ambiente em um convite à imersão. As animações estão mais fluidas, os efeitos visuais mais vibrantes, e o design artístico como um todo se destaca pela clareza e pela harmonia das cores.

Tem até furry nesse jogo!

A interface é outro ponto alto da experiência. Os menus receberam um visual completamente atualizado, com fontes legíveis e uma navegação muito mais intuitiva. Gerenciar equipes, itens e habilidades, algo essencial em jogos táticos, agora é mais simples e agradável, reduzindo o atrito que alguns jogadores poderiam sentir no original.


Trilha Sonora: Uma Continuidade Musical Inspiradora

A trilha sonora de Phantom Brave: The Lost Hero mantém a essência do primeiro jogo, com músicas marcadas por vocais sutis e uma forte presença de instrumentos de percussão que criam uma atmosfera relaxante e praiana. Apesar de não trazer mudanças significativas, as composições ainda conseguem evocar uma sensação de nostalgia, complementando bem o clima emocional do jogo. É um aspecto que brilha especialmente durante os momentos mais introspectivos da narrativa.

O visual é muito charmoso.

É Preciso Jogar o Primeiro Phantom Brave?

Essa é uma dúvida comum entre jogadores, e a resposta não é definitiva.

  • Sim: Jogar o primeiro Phantom Brave ajuda a enriquecer a experiência, especialmente para aqueles que desejam compreender todos os detalhes da história e das relações entre os personagens. Conhecer o passado de Ash e Marona adiciona uma camada emocional à aventura.
  • Não: Por outro lado, The Lost Hero é acessível a novos jogadores, com uma narrativa que explica os eventos anteriores de maneira clara e direta. A simplicidade da trama, que foca mais na jornada do que em complexidades narrativas, torna possível aproveitar o jogo mesmo sem conhecimento prévio.

Resumindo, quem não jogou o original não ficará perdido, mas quem já conhece o universo terá uma experiência ainda mais rica.

Marona e Ash, momentos antes da tempestade…

Jogabilidade: Ilha-Base e Liberdade de Exploração

O jogo segue a estrutura do original, com a base principal sendo uma ilha flutuante onde o jogador pode acessar diversas funcionalidades:

  • Lojas: Disponíveis para comprar itens, equipamentos e recursos essenciais.
  • Criação e personalização de personagens: O jogador pode criar novos aliados para sua equipe, ajustando habilidades e características para se adequar às suas estratégias.
  • Upgrades: Tanto da ilha quanto dos personagens, possibilitando a evolução constante da sua força e eficiência em combate.
  • Rejogabilidade das fases: É possível revisitar mapas e missões já concluídas para grindar níveis e coletar recursos adicionais.

Esse sistema dá ao jogador grande liberdade para explorar e ajustar seu progresso, oferecendo um equilíbrio perfeito entre estratégia e personalização. Além disso, o jogo é dividido em episódios, permitindo uma progressão linear enquanto abre espaço para missões secundárias, que oferecem recompensas interessantes e opções de exploração.

Pirataria rola solta no mundo de Phantom Brave.

História e Estrutura da Trama

A narrativa segue Ash e Marona em uma nova aventura que expande o universo estabelecido no primeiro jogo. Dividida em episódios, a trama progride de maneira gradual, com cada capítulo adicionando novos desafios e elementos à história. Embora a simplicidade do enredo seja evidente, ele consegue cativar graças aos momentos emocionais e aos laços entre os personagens.

O jogo rola após os eventos de Phantom Brave , Marona e Ash zarparam pelos mares, apenas para serem atacados por navios fantasmas conhecidos como Shipwreck Fleet. Quando são atacados por uma figura misteriosa, Ash consegue tirar Marona de lá, mas é forçado a ficar para trás. Depois isso Marona acorda em uma ilha deserta e ela conhece uma garota fantasma chamada Apricot que deseja encontrar seu pai desaparecido e reunir sua tripulação pirata que foi desfeita pela Frota do Naufrágio. Os dois concordam em trabalhar juntos, navegando para reformar a tripulação pirata do pai de Apricot a fim de encontrar Ash e o pai de Apricot. É uma história bobinha, mas extremamente charmosa!

Não é só de cenários caribenhos que a turminha vive.

Missões secundárias, espalhadas ao longo do jogo, oferecem a chance de coletar recursos especiais, desbloquear personagens extras e acessar mapas desafiadores. Esses extras são especialmente atraentes para jogadores que buscam maximizar sua experiência.


VEREDITO

Pessoalmente, achei a aventura extremamente agradável do início ao fim. Completei a campanha principal em cerca de 40 horas, mas jogadores mais dedicados podem facilmente alcançar 80 horas ou até mais, dependendo do nível de exploração e customização. A combinação de combate tático, exploração e elementos de RPG fez com que o jogo mantivesse meu interesse durante toda a jornada.

Embora o sistema de equipamentos e upgrades pudesse ser um pouco mais intuitivo, isso não tirou o brilho da experiência. Os desafios oferecidos são recompensadores, e a liberdade de moldar sua equipe adiciona uma camada extra de diversão.

Fábio Kraft
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