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6 de março de 2026
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30 Anos de Survival Horror

Equilíbrio perfeito entre ação moderna e o DNA clássico que estabeleceu a série nos anos 90. Denso, desafiador e emocionalmente carregado, provando que, mesmo após 30 anos, a franquia ainda tem fôlego para nos aterrorizar.

Resident Evil Requiem Análise – 30 anos de Survival Horror

Após três décadas ditando as regras do Survival Horror, a Capcom parece ter entendido que a longevidade de Resident Evil não está apenas em se reinventar, mas em saber quando olhar para o retrovisor. Se Village foi uma celebração da fantasia gótica, Resident Evil Requiem surge como um fechamento de ciclo pesado, melancólico e tecnicamente impecável.

A novata Grace Ashcroft traz o gameplay clássico de Survival Horror de volta
A novata Grace Ashcroft traz o gameplay clássico de Survival Horror de volta

O Fim de uma Jornada e o Peso do Passado

Requiem abandona as experimentações mais “extravagantes” dos últimos títulos para entregar uma narrativa que carrega o peso das consequências. Sem entrar em spoilers, o jogo amarra pontas soltas que vinham desde a queda da Umbrella original, colocando figuras icônicas como Leon Scott Kennedy e Sherry Birkin em um cenário que exala nostalgia e finalidade.

A atmosfera aqui é sufocante. Diferente do cenário aberto de Village, o design de níveis em Requiem volta a apostar em corredores claustrofóbicos e uma sensação constante de que cada recurso é o último. É o Resident Evil em sua forma mais pura: gestão de inventário, puzzles que fazem sentido dentro do universo e o medo do que está dobrando a esquina.

Leon Scott Kennedy volta como um veterano das forças policiais
Leon Scott Kennedy volta como um veterano das forças policiais

Gameplay: A Evolução da RE Engine

Rodando na versão mais atual da RE Engine, o jogo é um desbunde visual. O uso de iluminação global e ray tracing cria sombras que não são apenas estéticas, mas parte da jogabilidade. O sistema de combate refinou a transição entre a primeira e a terceira pessoa (ambas disponíveis no lançamento), mantendo a precisão que vimos nos remakes de RE2 e RE3. Enquanto a jogatina com Grace traz o retorno às origens do Survival Horror mesmo sendo melhor experienciado em primeira pessoa, a campanha do agora veterano, Leon Scott Kennedy proporciona alguns dos melhores momentos de ação da franquia até então. O interessante aqui é a alternância dos estilos da tensão com a Grace pra ação com o Leon na hora certa, nunca deixando a peteca cair e o jogo ficar repetitivo.

Uma novidade fica para o sistema de “estresse do personagem”, que afeta a mira e a movimentação dependendo do dano recebido e da proximidade dos inimigos. Não é apenas sobre atirar; é sobre sobreviver ao pânico. Os inimigos não são mais “esponjas de bala”, apresentando reações contextuais a cada disparo, o que aumenta o realismo e a tensão dos confrontos.

30 anos depois, o retorno à Racoon City

Som e Ambientação

Se há algo que a Capcom dominou, é o design de som. Em Requiem, o áudio 3D é essencial. Ouvir o ranger da madeira ou o som arrastado de algo nos dutos de ventilação em cima de você é o que dita o ritmo do jogo. A trilha sonora, como o título sugere, é mais sóbria e orquestral, abandonando o silêncio absoluto em prol de temas que evocam a urgência de um capítulo final.

Performance e o Ecossistema NVIDIA no PC

Se nos consoles o jogo impressiona, na Steam o Resident Evil 9: Requiem mostra sua verdadeira face técnica, especialmente para quem está munido de uma placa GeForce RTX. A otimização da RE Engine no PC continua sendo um ponto fora da curva, mas o grande diferencial aqui é a implementação do Path Tracing completo. Ativar o “RTX On” transforma a iluminação global e os reflexos, eliminando as limitações do SSR e criando uma oclusão de ambiente que eleva a imersão ao nível máximo.

Para sustentar esse peso visual, a Capcom não economizou: o suporte ao DLSS 4 com Multi Frame Generation e a Ray Reconstruction são essenciais, permitindo que o jogo rode com uma fluidez absurda mesmo em resoluções mais altas, sem aquele rastro de “ghosting” comum em upscalers menos refinados. Além disso, o NVIDIA Reflex faz toda a diferença no feeling do combate; em um jogo onde um tiro errado pode significar o “Game Over”, a redução da latência (input lag) traz uma precisão que o controle nos consoles simplesmente não consegue entregar. É, sem dúvida, a plataforma definitiva para quem busca a melhor fidelidade visual aliada ao alto desempenho.

Veredito

Resident Evil Requiem é o jogo que os fãs veteranos esperavam. Ele consegue equilibrar a modernidade dos últimos lançamentos com o DNA clássico que estabeleceu a série nos anos 90. É um título denso, desafiador e emocionalmente carregado, provando que, mesmo após 30 anos, a franquia ainda tem fôlego para nos aterrorizar.

  • Prós:
  • Narrativa de fechamento excelente e respeitosa com os personagens clássicos.
  • Atmosfera de survival horror levada ao limite técnico.
  • Design de som e visuais de ponta na RE Engine.
  • Flexibilidade total entre câmera em 1ª e 3ª pessoa.
  • Contras:
  • Alguns puzzles em áreas avançadas podem parecer repetitivos.
  • O ritmo cai levemente no terço final antes do clímax.
Átila Graef

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