Star Wars Outlaws
Nos últimos anos, poucos jogos conseguiram capturar tão bem a essência do universo de Star Wars. Enquanto outros títulos traziam boas ideias, nenhum conseguiu transmitir a grandiosidade e a atmosfera da franquia como este. Parte desse sucesso vem da protagonista Kay Vess, uma trapaceira carismática que não desiste, mesmo quando se vê envolvida em encrencas muito maiores do que poderia imaginar.
Agora, finalmente disponível no Nintendo Switch 2, a aventura encontra o palco perfeito para mostrar toda a força dessa história.
A Vida Criminosa de Kay Vess
A jornada começa na cidade-cassino de Canto Bight, conhecida por sua aparição em Star Wars: The Last Jedi. Ao lado de seu companheiro alienígena Nix, Kay prova rapidamente que não é a heroína certinha que estamos acostumados a ver em outros jogos. Ela circula pelas ruas secundárias da cidade, prepara um grande golpe e rouba créditos, sempre pronta para se infiltrar no lugar certo, na hora certa.

Mas nem tudo sai como planejado: ao roubar das pessoas erradas, Kay acaba sendo perseguida pelo implacável Zliro, precisando fugir do planeta e se meter em esquemas ainda mais perigosos.
Escolhas, Consequências e Conexões
Após um acidente em Toshara, o jogador passa a equilibrar trabalhos escusos entre várias organizações criminosas, tentando ganhar o favor de umas sem irritar demais as outras. Cada ação afeta a narrativa e abre (ou fecha) possibilidades futuras. O resultado é uma história orgânica e interconectada, que se molda às suas decisões.
Confira o review completo do original aqui, contendo ainda mais detalhes.
Entre a Furtividade e a Ação
Quando não está escondida, Kay mostra que sabe lutar. O jogo mistura furtividade e tiroteios intensos, criando uma experiência que lembra mais Uncharted em sua versão espacial do que qualquer comparação com Assassin’s Creed. Há escaladas, roubos ousados e diálogos carregados de sarcasmo — um estilo que cairia bem até em Nathan Drake, se ele existisse em uma galáxia muito, muito distante.

Desempenho no Switch 2
O que mais chama atenção é como o jogo foi adaptado para o Switch 2. Embora cortes gráficos tenham sido necessários em comparação com PC, PS5 e Xbox Series, o resultado é impressionante. O game roda a 30fps estáveis, garantindo consistência e fluidez.

A resolução é mais baixa, e detalhes de textura e sombras foram reduzidos, mas a sensação de escala e imersão permanece intacta. Em modo portátil, ajustes inteligentes na interface garantem que a experiência continue agradável, mesmo em uma tela menor. Fato curioso é que até o Ray-tracing está presente aqui.
Pontos Fortes e Limitações
Os modelos de personagens, especialmente Kay, estão menos detalhados que nas outras plataformas, mas a dublagem impecável e a narrativa compensam essa perda. Há alguns problemas visuais, como cintilação em cabelos e pop-in de texturas, mas nada que comprometa a jogabilidade.

Entre os recursos exclusivos do Switch 2, destacam-se os controles por movimento para maior precisão nos tiros, o uso de HD Rumble que adiciona imersão a explosões e passos, e até o gerenciamento de menus via tela sensível ao toque no modo portátil.
Outro feito impressionante é o tamanho do jogo: toda a aventura, incluindo conteúdos adicionais, ocupa apenas 20GB, resultado de uma compressão extremamente bem-feita.
Conclusão
Esta adaptação mostra que grandes jogos de mundo aberto podem sim brilhar no Switch 2. Se você ainda não viveu as aventuras de Kay Vess, agora é o momento perfeito para embarcar nessa jornada e levá-la para onde quiser.
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