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1 de abril de 2017
Terror indie genérico
The Crow's Eye é fraco de enredo e gameplay, com uma trilha sonora incrivelmente assustadora e uns mistérios que transitam de bons e intrigantes a horríveis e mal construídos.
The Crow’s Eye

The Crow’s Eye é um game de terror psicológico em primeira pessoa, desenvolvido pela 3D2 Entertainment e distribuído pela Nkidu Games Inc. O game está disponível para PC.

Slender e Amnesia reabriram as portas para o gênero de terror nos videogames, principalmente no PC. O ramo indie investe fortemente nesse tema com centenas de títulos todo ano. Alguns desses títulos são excelentes e marcantes como Outlast, enquanto a grande maioria fica num meio termo que as vezes é mais cruel que os jogos terríveis. Esse é o caso de The Crow’s Eye.O enredo é simples mas tem a ambição de ser algo mais grandioso.

Você é um jovem da década de 60 que acorda na universidade de Crowswood e está completamente sozinho. Confuso e perdido começa a explorar uma forma de sair dali quando encontra áudios e textos que indicam que 20 anos no passado aconteceram desaparecimentos e experiências bizarras e que ele agora é parte dessa experiência. Cabe ao jovem explorar meios de sair dali com as ferramentas disponíveis enquanto o mistério cresce a ponto dele ter motivos o suficiente para passar um tempo a mais ali na Universidade de Medicina de Crowswood para entender a trama completa.

O problema é que a história é genérica e falta empatia com o jogador e a suspensão de descrença é fortemente quebrada a partir do momento em que usamos um isqueiro o tempo todo como fonte de iluminação. Algo simples mas completamente mal pensado. Outras coisas no enredo são mal contadas e explicadas de maneira corrida a ponto da imersão ser rompida inúmeras vezes.

O jogo é em primeira pessoa e vemos somente a mão mal modelada do personagem. A mecânica lembra bastante jogos de aventura e suspense, onde temos que coletar itens e resolver enigmas o tempo todo, abrir portas ao coletar chaves e etc, mas infelizmente é mal executado quando não temos um norte. Vale lembrar que em um game que inspira mistério e suspense para avançarmos o objetivo deve ser claro. Não estou dizendo que precisamos de uma seta imensa apontando a direção, longe disso, mas falta um objetivo e aqui ficamos apenas rodando entre os cômodos tentando descobrir sempre qual o próximo passo.

O suspense é competente e não utiliza de jump-scares. Aqui o terror fica muito bem ambientado em uma trilha sonora original que retoma a imersão que é quebrada com o enredo e as falhas de gameplay. A música é sem dúvida o ponto mais alto, angustiante e da calafrios o tempo todo. Vale dizer que o game não está localizado em português.

Os gráficos são feios e ultrapassados, a modelagem da mão do personagem (sempre presente na tela) é horrível, os móveis são genéricos e sem textura. Existem pedaços da universidade que estão demolidos e destruídos e esses trechos em especial parecem muito com gráficos de Nintendo 64. Um amontoado de coisas que deveriam ser modeladas separadamente estão modeladas juntas em uma massaroca de objetos chapados e sem forma. Porém a iluminação me agradou, não a do isqueiro mas a iluminação dos cômodos em si, muitas vezes parcialmente iluminados.

The Crow’s Eye é fraco de enredo e gameplay, com uma trilha sonora incrivelmente assustadora e uns mistérios que transitam de bons e intrigantes a horríveis e mal construídos.

Pontos positivos

  • Trilha sonora fantástica

Pontos negativos

  • Gameplay genérico e entediante
  • Gráficos ultrapassados
  • Enredo simplório
Pedro Kakaz
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