CRISIS CORE –FINAL FANTASY VII– REUNION | Vale a pena?
Há jogos que parecem feitos para ganhar uma segunda, terceira ou até quarta vida, e Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion certamente está nesse grupo. Originalmente lançado em 2022 como uma releitura bastante caprichada do clássico do PSP, o RPG da Square Enix agora chega em versão nativa ao Nintendo Switch 2, acompanhando o movimento da empresa de levar cada vez mais peças importantes do universo de Final Fantasy VII ao novo console da Nintendo.
Para quem nunca acompanhou a jornada de Zack Fair, esta nova edição talvez seja uma das maneiras mais interessantes de fazê-lo, principalmente por unir uma apresentação visual bem mais limpa à possibilidade de jogar tanto na TV quanto no portátil sem abrir mão de uma experiência próxima dos 60 quadros por segundo.

A versão para Switch 2 oferece dois modos gráficos. O modo de desempenho, selecionado por padrão, prioriza os 60 fps, enquanto a opção gráfica busca elevar um pouco mais a qualidade da imagem. Em ambos os casos, o salto em relação à edição original do Switch é perceptível. O primeiro portátil da Nintendo já havia recebido um trabalho competente, ainda mais considerando suas limitações técnicas, mas era impossível esconder certa suavidade na imagem e alguns cortes visuais. No Switch 2, tudo ganha uma aparência mais definida e agradável, especialmente na tela do próprio console. Quem pretende passar a maior parte do tempo jogando no modo portátil encontrará aqui uma versão muito mais confortável de acompanhar, seja explorando Midgar, enfrentando monstros ou assistindo às muitas cenas que expandem a relação de Zack com personagens fundamentais de Final Fantasy VII.
Uma versão portátil que finalmente chega perto das grandes
Comparado diretamente ao PlayStation 5 e ao PC, o Switch 2 ainda não leva a melhor em qualidade visual pura. O PS5 continua oferecendo uma imagem superior e desempenho bastante consistente, enquanto no PC o jogo consegue chegar até a 120 fps em equipamentos compatíveis. Isso não significa, porém, que a nova versão da Nintendo fique mal na foto. Os cortes existem, principalmente quando colocamos as versões lado a lado em uma televisão grande, mas o resultado continua muito convincente e o modo de 60 fps se comporta bem durante a aventura. É justamente essa combinação entre desempenho e portabilidade que dá personalidade a esta edição: você pode começar uma missão na TV, tirar o console da base e continuar jogando deitado no sofá sem transformar a experiência em uma versão claramente inferior do mesmo jogo.

O Switch 2 também se sai muito bem nos tempos de carregamento. Nos testes apresentados no material original, iniciar o jogo até chegar à tela de título ficou na casa dos 12 segundos, enquanto carregar um save levou aproximadamente 3 a 4 segundos. É um resultado muito próximo do PS5, que registrou cerca de 10 a 11 segundos até o menu principal e 3 segundos para carregar uma partida. A diferença em relação ao Switch original é bem mais significativa, já que nele a chegada ao título podia passar dos 20 segundos e o carregamento de um save ficava próximo dos 10. Na prática, são aqueles segundos economizados que parecem pequenos isoladamente, mas ajudam bastante em um RPG no qual entramos, saímos e retomamos partidas constantemente. Confira a review da versão PS5 abaixo pra ter uma ideia melhor.
O verdadeiro problema está fora do jogo
Infelizmente, há uma decisão difícil de ignorar: não existe caminho de upgrade para quem já possui Crisis Core no primeiro Switch, tampouco transferência de save para a nova versão. Isso significa que o jogador que já comprou o título anteriormente precisa adquirir o jogo novamente e começar do zero caso queira aproveitar todas as melhorias do Switch 2. É frustrante porque tecnicamente esta é justamente uma das conversões da Square Enix que mais justificariam uma atualização de geração. O salto visual é claro, a fluidez melhora bastante e os carregamentos estão entre os melhores das versões portáteis, mas a ausência de qualquer benefício para quem já apoiou o lançamento anterior acaba diminuindo o entusiasmo.

Para quem está chegando agora, entretanto, a história muda bastante. Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion no Switch 2 entrega uma experiência sólida, bonita e extremamente conveniente, além de funcionar como uma peça importante para quem pretende mergulhar de cabeça na atual saga de Final Fantasy VII. Zack continua sendo um protagonista carismático, o sistema de combate mantém o ritmo ágil da versão Reunion e poder carregar essa aventura para qualquer lugar combina muito bem com a estrutura das missões. Quem joga exclusivamente na televisão e já possui um PS5 provavelmente continuará encontrando ali a apresentação visual mais refinada, mas para quem valoriza a possibilidade de alternar livremente entre TV e portátil, o Switch 2 se torna uma opção bastante atraente.
VEREDITO
No fim das contas, o maior desperdício desta versão é justamente ela ser boa o bastante para fazer donos da edição anterior desejarem um sistema de upgrade que simplesmente não existe. Para novos jogadores, porém, há pouco do que reclamar. O Switch 2 recebe uma versão tecnicamente competente, rápida nos carregamentos e capaz de manter a experiência fluida sem sacrificar a principal vantagem do console: jogar onde quiser. Com a Square Enix fortalecendo a presença de Final Fantasy VII na plataforma, Crisis Core ocupa perfeitamente seu espaço como a história que ajuda a entender quem Zack Fair foi e por que seu legado continua tão importante tantos anos depois.
Agradecemos à Square Enix pelo envio do código de Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion para Nintendo Switch 2 utilizado na produção deste conteúdo.
- CRISIS CORE –FINAL FANTASY VII– REUNION | Vale a pena? - 23 de setembro de 2026
- BGS 2026 terá quatro jogos coreanos da KOCCA disponíveis para teste - 21 de setembro de 2026
- Captain Tsubasa 2: World Fighters | Vale a pena? - 18 de setembro de 2026

