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23 de setembro de 2026
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Esses seus olhos, que se negam a olhar para o mundo...

No fim das contas, o maior desperdício desta versão é justamente ela ser boa o bastante para fazer donos da edição anterior desejarem um sistema de upgrade que simplesmente não existe. Para novos jogadores, porém, há pouco do que reclamar. O Switch 2 recebe uma versão tecnicamente competente, rápida nos carregamentos e capaz de manter a experiência fluida sem sacrificar a principal vantagem do console: jogar onde quiser. Com a Square Enix fortalecendo a presença de Final Fantasy VII na plataforma, Crisis Core ocupa perfeitamente seu espaço como a história que ajuda a entender quem Zack Fair foi e por que seu legado continua tão importante tantos anos depois.

CRISIS CORE –FINAL FANTASY VII– REUNION | Vale a pena?

Há jogos que parecem feitos para ganhar uma segunda, terceira ou até quarta vida, e Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion certamente está nesse grupo. Originalmente lançado em 2022 como uma releitura bastante caprichada do clássico do PSP, o RPG da Square Enix agora chega em versão nativa ao Nintendo Switch 2, acompanhando o movimento da empresa de levar cada vez mais peças importantes do universo de Final Fantasy VII ao novo console da Nintendo.

Para quem nunca acompanhou a jornada de Zack Fair, esta nova edição talvez seja uma das maneiras mais interessantes de fazê-lo, principalmente por unir uma apresentação visual bem mais limpa à possibilidade de jogar tanto na TV quanto no portátil sem abrir mão de uma experiência próxima dos 60 quadros por segundo.

Eu sofri tanto para esse chefe no original de PSP, agora nessa versão moderna…

A versão para Switch 2 oferece dois modos gráficos. O modo de desempenho, selecionado por padrão, prioriza os 60 fps, enquanto a opção gráfica busca elevar um pouco mais a qualidade da imagem. Em ambos os casos, o salto em relação à edição original do Switch é perceptível. O primeiro portátil da Nintendo já havia recebido um trabalho competente, ainda mais considerando suas limitações técnicas, mas era impossível esconder certa suavidade na imagem e alguns cortes visuais. No Switch 2, tudo ganha uma aparência mais definida e agradável, especialmente na tela do próprio console. Quem pretende passar a maior parte do tempo jogando no modo portátil encontrará aqui uma versão muito mais confortável de acompanhar, seja explorando Midgar, enfrentando monstros ou assistindo às muitas cenas que expandem a relação de Zack com personagens fundamentais de Final Fantasy VII.

Uma versão portátil que finalmente chega perto das grandes

Comparado diretamente ao PlayStation 5 e ao PC, o Switch 2 ainda não leva a melhor em qualidade visual pura. O PS5 continua oferecendo uma imagem superior e desempenho bastante consistente, enquanto no PC o jogo consegue chegar até a 120 fps em equipamentos compatíveis. Isso não significa, porém, que a nova versão da Nintendo fique mal na foto. Os cortes existem, principalmente quando colocamos as versões lado a lado em uma televisão grande, mas o resultado continua muito convincente e o modo de 60 fps se comporta bem durante a aventura. É justamente essa combinação entre desempenho e portabilidade que dá personalidade a esta edição: você pode começar uma missão na TV, tirar o console da base e continuar jogando deitado no sofá sem transformar a experiência em uma versão claramente inferior do mesmo jogo.

Love is in the air.

O Switch 2 também se sai muito bem nos tempos de carregamento. Nos testes apresentados no material original, iniciar o jogo até chegar à tela de título ficou na casa dos 12 segundos, enquanto carregar um save levou aproximadamente 3 a 4 segundos. É um resultado muito próximo do PS5, que registrou cerca de 10 a 11 segundos até o menu principal e 3 segundos para carregar uma partida. A diferença em relação ao Switch original é bem mais significativa, já que nele a chegada ao título podia passar dos 20 segundos e o carregamento de um save ficava próximo dos 10. Na prática, são aqueles segundos economizados que parecem pequenos isoladamente, mas ajudam bastante em um RPG no qual entramos, saímos e retomamos partidas constantemente. Confira a review da versão PS5 abaixo pra ter uma ideia melhor.

O verdadeiro problema está fora do jogo

Infelizmente, há uma decisão difícil de ignorar: não existe caminho de upgrade para quem já possui Crisis Core no primeiro Switch, tampouco transferência de save para a nova versão. Isso significa que o jogador que já comprou o título anteriormente precisa adquirir o jogo novamente e começar do zero caso queira aproveitar todas as melhorias do Switch 2. É frustrante porque tecnicamente esta é justamente uma das conversões da Square Enix que mais justificariam uma atualização de geração. O salto visual é claro, a fluidez melhora bastante e os carregamentos estão entre os melhores das versões portáteis, mas a ausência de qualquer benefício para quem já apoiou o lançamento anterior acaba diminuindo o entusiasmo.

O jogo é alegria do começo ao fim.

Para quem está chegando agora, entretanto, a história muda bastante. Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion no Switch 2 entrega uma experiência sólida, bonita e extremamente conveniente, além de funcionar como uma peça importante para quem pretende mergulhar de cabeça na atual saga de Final Fantasy VII. Zack continua sendo um protagonista carismático, o sistema de combate mantém o ritmo ágil da versão Reunion e poder carregar essa aventura para qualquer lugar combina muito bem com a estrutura das missões. Quem joga exclusivamente na televisão e já possui um PS5 provavelmente continuará encontrando ali a apresentação visual mais refinada, mas para quem valoriza a possibilidade de alternar livremente entre TV e portátil, o Switch 2 se torna uma opção bastante atraente.

VEREDITO

No fim das contas, o maior desperdício desta versão é justamente ela ser boa o bastante para fazer donos da edição anterior desejarem um sistema de upgrade que simplesmente não existe. Para novos jogadores, porém, há pouco do que reclamar. O Switch 2 recebe uma versão tecnicamente competente, rápida nos carregamentos e capaz de manter a experiência fluida sem sacrificar a principal vantagem do console: jogar onde quiser. Com a Square Enix fortalecendo a presença de Final Fantasy VII na plataforma, Crisis Core ocupa perfeitamente seu espaço como a história que ajuda a entender quem Zack Fair foi e por que seu legado continua tão importante tantos anos depois.

Agradecemos à Square Enix pelo envio do código de Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion para Nintendo Switch 2 utilizado na produção deste conteúdo.

David Signorelli

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