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13 de abril de 2026
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Atirando rumo ao paraíso

DAMON and BABY foi um ponto alto da minha jogatina recente. A história e a trilha sonora, mesmo não sendo obras-primas, te mantêm interessado. As mecânicas dão um frescor legal para quem não é mestre em jogos de tiro. Mesmo com os tropeços na navegação e o sistema de save rigoroso, o pacote completo vale muito a pena. O carisma dos personagens e a diversão do combate atropelam os problemas. Cheguei ao fim com a sensação de dever cumprido e um baita sorriso no rosto. Valeu cada bala!

DAMON and BABY

Eu confesso que sou um “noob” total em twin-stick shooters. Minha experiência se resumia a gastar fichas no fliperama ou naqueles modos bônus rápidos de Call of Duty. Nunca detestei o gênero, mas também não era o primeiro da minha lista de desejos. Por isso, quando dei o “start” em DAMON and BABY, não sabia bem o que esperar. O que encontrei? Um game carismático com um gameplay viciante que me fez querer “só mais uma vida” o tempo todo.

A Arc System Works é a rainha dos jogos de luta, mas de vez em quando ela sai da zona de conforto. No ano passado, o mestre Daisuke Ishiwatari avisou que queria expandir os horizontes para mais jogos de ação. DAMON and BABY é o primeiro fruto dessa nova fase e, se a qualidade desse título for o novo padrão da casa, o futuro promete ser épico!

Laços de Sangue e Destino

A trama foca na dupla titular: Damon, um demônio invocado, e uma criança misteriosa. Eles estão ligados por uma maldição e precisam cruzar o caminho até o céu para se libertarem, enquanto um exército infernal morde os seus calcanhares. No começo, o enredo não parecia grande coisa, mas conforme a história avançava, me vi totalmente fisgado. No final, eu estava com um sorriso de orelha a orelha vendo o quanto esses dois e seus amigos evoluíram.

Os NPCs são bem divertidos de interagir.

Pelo mapa, você interage com NPCs variados: alguns vendem upgrades, outros ingredientes para Damon cozinhar. Há também aliados que entram para a trupe e garantem diálogos divertidos entre um tiroteio e outro. Damon começa a jornada carrancudo e desconfiado, e sua relação com a criança é o coração do jogo.

Apesar de sólida, acho que a execução da história poderia ter um “plus”. Damon interage bem com todos, mas sua dinâmica com Manjumaru, por exemplo, merecia mais profundidade. O jogo vive dizendo que Damon é um matador de demônios lendário, mas quando ele é derrotado, fica meio “sobrando” no grupo. Ele é um personagem legal, só queria que ele tivesse mais impacto direto na trama principal.

Um Mundo Infestado de Demônios

Aqui o bicho pega! O gameplay twin-stick coloca você para pulverizar hordas demoníacas. Damon começa só com uma pistolinha, mas o arsenal cresce com o tempo. No início, abusei da metralhadora e da escopeta, mas depois que desbloqueei os upgrades únicos da pistola, o resto ficou meio obsoleto, as armas pesadas só ganhavam no dano bruto.

A visão é bem “de cima” e funciona muito bem.

O sistema de RPG é simples e eficiente: ao subir de nível, você ganha pontos para gastar… dormindo! Isso mesmo, use a cama para aumentar HP, defesa ou o poder das armas. Os chefes estão espalhados pelo mapa e, como eu era novato no gênero, apanhei um pouco no começo. Mas depois que você pega o jeito dos controles, tudo flui naturalmente. A maioria cai no tiro, mas alguns exigem estratégia, como ataques físicos ou pular em destroços flutuantes para alcançar o ponto fraco.

Damon também ganha habilidades de combate e movimentação. As “Ultimates” são golpes especiais com cooldown. O jogo diz que você só pode equipar duas por vez, mas eu só desbloqueei duas o jogo todo, o que tornou essa limitação meio estranha. Já as habilidades menores, como nadar ou dar dash, não entram nesse limite.

Damon Fashion Week.

Agora, o sistema de anéis é nota 10! Você equipa anéis que mudam tudo: invocam espíritos ajudantes ou melhoram a pontaria. Damon começa podendo usar só um anel em um dedo, mas você desbloqueia mais “vagas” depois. Passei horas fritando o cérebro para decidir quais anéis levar para cada calabouço. Estratégia pura!

Ah, e não esqueça os colecionáveis! Os mais importantes são os amuletos (charms), que dão bônus de status ou velocidade. Diferente dos anéis, eles ocupam espaço no inventário estilo “Tetris”. Escolher entre levar um amuleto gigante ou espaço para comida é o tipo de dilema que amamos nos games.

Perdido no Nevoeiro

Nem tudo são flores no inferno. Não peguei bugs graves, mas o level design às vezes te deixa mais perdido que cego em tiroteio. No penúltimo mapa, passei horas andando em círculos. O menu de missões não ajuda nada e os marcadores de mapa precisam ser comprados! Só consegui avançar porque dei a sorte de trombar com a porta certa por acaso.

Hora de abrir caminho!

Outro ponto que vai fazer a galera da velha guarda suar: se você morrer, volta direto para a tela de título e perde tudo desde o último save. Se esqueceu de salvar antes do chefe? Já era. É frustrante, mas confesso que isso me deixou muito mais atento e precavido, salvando o jogo em cada esquina.

Eu simplesmente adorei o estilo visual, quero mais jogos assim.

Uma pequena crítica vai para os Bogeymen. Esses inimigos são únicos porque podem roubar a criança de você. Se eles conseguirem, você tem pouco tempo para recuperá-la ou é Game Over instantâneo! Eles dão um medo danado no começo, mas depois de dois encontros, eles simplesmente somem do jogo. Uma pena, pois eram os inimigos mais criativos da jornada.

Veredito

DAMON and BABY foi um ponto alto da minha jogatina recente. A história e a trilha sonora, mesmo não sendo obras-primas, te mantêm interessado. As mecânicas dão um frescor legal para quem não é mestre em jogos de tiro. Mesmo com os tropeços na navegação e o sistema de save rigoroso, o pacote completo vale muito a pena. O carisma dos personagens e a diversão do combate atropelam os problemas. Cheguei ao fim com a sensação de dever cumprido e um baita sorriso no rosto. Valeu cada bala!

David Signorelli
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