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3 de setembro de 2025
6.5
Diversão que acerta o fairway, mas um visual que cai no rough

Everybody’s Golf Hot Shots no PlayStation 5 é uma experiência de contrastes. Por um lado, mantém toda a diversão do golfe arcade que tornou a série famosa, com jogabilidade intuitiva, multiplayer viciante e modos que prolongam a vida útil do jogo. Por outro, a parte visual é um enorme retrocesso, ainda mais em um console que poderia entregar gráficos muito mais impressionantes.

Everybody’s Golf Hot Shots

Desde os tempos do primeiro PlayStation, Hot Shots Golf — ou Everybody’s Golf, como é chamado fora da América do Norte — sempre foi sinônimo de golfe arcade divertido e acessível. Cada geração de consoles da Sony teve pelo menos uma versão, e a franquia se tornou quase uma tradição dentro do catálogo da marca. No PlayStation 5, essa história continua com Everybody’s Golf Hot Shots, mas o retorno está longe de ser perfeito.

Logo de cara, vale destacar que essa é a primeira vez que a série rompe a exclusividade com a Sony, chegando também a outras plataformas. Mas a análise aqui é focada apenas no PS5, que deveria ser a “casa natural” do jogo e, portanto, o lugar onde se esperaria ver a experiência mais polida.


Gráficos que decepcionam no PS5

O maior choque ao ligar o jogo pela primeira vez no console é perceber o quão sem brilho a parte visual parece. Grande parte da vegetação dos campos de golfe foi gerada por inteligência artificial — e isso salta aos olhos. Em vez de cenários vivos e detalhados, o que temos são texturas genéricas, árvores pouco inspiradas e gramados que não aproveitam em nada a potência gráfica do PS5.

A arte em si não faz feio, mas podiam ter caprichado mais na parte visual.

Pior ainda, os personagens também perderam identidade. Quem jogou as versões antigas vai sentir falta dos modelos carismáticos e cheios de expressão. Aqui, tudo parece sem vida, como se faltasse personalidade. A iluminação também é fraca e dá a impressão de que estamos diante de um jogo de geração passada. Mesmo no PS5, com gráficos no máximo, o resultado é decepcionante. Fora que o jogo conta com opção de jogar em 120hz que parece que piora o visual ainda mais, pode ser só impressão, mas é o que notei.


Jogabilidade clássica ainda salva

Por sorte, a jogabilidade continua firme no que sempre definiu a franquia: golfe arcade simples, rápido e viciante. O esquema de três botões — mirar, medir a força e acertar o timing — é fácil de aprender e continua incrivelmente satisfatório. A cada tacada perfeita, dá aquela sensação boa de recompensa, e é exatamente esse sentimento que mantém a diversão.

É sempre legal acertar uma super tacada.

Quem procura inovação pode se frustrar, já que o jogo não traz novidades significativas em relação às versões anteriores. Ainda assim, há espaço para quem gosta de se aprofundar: pequenas variações no ângulo, experimentos com tacos diferentes e técnicas mais avançadas podem oferecer um desafio extra para os mais dedicados.


Modos de jogo e multiplayer

O game entrega uma experiência bem completa em termos de conteúdo. O modo World Tour funciona como uma campanha com diálogos e encontros contra personagens variados, que podem ser encarados tanto com narrativa quanto pulando direto para a jogabilidade.

Acho que ela não tá com muito frio…

Além disso, há modos rápidos, desafios e, claro, o multiplayer — tanto offline quanto online. E é aqui que o jogo realmente brilha no console: reunir amigos no sofá para partidas de golfe malucas ainda é a melhor forma de curtir a série. O Wacky Mode, por exemplo, transforma o campo em um verdadeiro parque de diversões, com bolas explosivas, tornados e outras bizarrices que garantem boas risadas.


VEREDITO

Everybody’s Golf Hot Shots no PlayStation 5 é uma experiência de contrastes. Por um lado, mantém toda a diversão do golfe arcade que tornou a série famosa, com jogabilidade intuitiva, multiplayer viciante e modos que prolongam a vida útil do jogo. Por outro, a parte visual é um enorme retrocesso, ainda mais em um console que poderia entregar gráficos muito mais impressionantes.

David Signorelli
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