Duskfade | Vale a pena?
Confissão de retrô-viciado: toda vez que um plataformer 3D novo aparece com mundo colorido, bicho de estimação (ou nesse caso, uma engrenagem gigante) e um herói carismático, eu já sinto o cheiro de PS2 saindo do controle.
Duskfade é o tipo de jogo que existe porque alguém na Weird Beluga cresceu jogando os clássicos de plataforma 3D e quis fazer uma carta de amor pro gênero. Tem mundo colorido, tem personagem carismático, tem segredo escondido em canto que ninguém ia olhar (caixinha de música, moeda pra cartas colecionáveis, aquele tipo de coisa que só maluco de 100% vai atrás). O que falta é um empurrãozinho de ousadia: o jogo homenageia tão bem os anos 2000 que esquece de trazer algo genuinamente novo pra mesa.
Confissão de retrô-viciado: toda vez que um plataformer 3D novo aparece com mundo colorido, bicho de estimação (ou nesse caso, uma engrenagem gigante) e um herói carismático, eu já sinto o cheiro de PS2 saindo do controle.
Reunindo pérolas dos anos 90 e 2000 que estavam presas em consoles antigos, Capcom Fighting Collection 2 é mais do que uma reunião de jogos — é um presente para quem viveu (ou quer viver) a era de ouro dos arcades e do Dreamcast. Com clássicos como Power Stone, Capcom vs SNK 2 e Project Justice, a coletânea honra seu legado com jogabilidade afiada, estilo visual intacto e aquele sentimento de que os jogos eram mais do que gráficos: eram experiências. Uma coletânea feita com alma, para quem tem história com os controles na mão.
Começo esta análise pedindo desculpas pelo tom emocional — foi difícil conter a empolgação. A Capcom, mais uma vez, mexeu com nossos corações ao reunir uma coletânea fantástica de jogos de luta que estavam presos em plataformas antigas. Para mim, essa foi uma das melhores notícias dos últimos anos.