Gradius Origins
Algo muito importante precisa ser dito: quando a Konami se junta à M2, o resultado costuma ser um presente para os fãs de jogos retrô. Foi assim com as coletâneas exemplares de Castlevania e Contra, e agora chegou a vez de quem ama shoot’em’ups reviver – e descobrir – toda a saga Gradius.
Hoje, o nome Gradius já não tem o peso que tinha nos anos 80 e 90, mas na época, essa série era o equivalente a um jogo triple A moderno: impecável, grandioso e, claro, absurdamente difícil.
Informações principais
- Lançamento: 6 de agosto de 2025
- Plataformas: PC, Xbox, PS5, Nintendo Switch 2, Switch
- Preço: cerca de 199,50 reais
- Versão testada: Xbox Series S
- Desenvolvedora/Publisher: Konami/M2
A coleção traz sete títulos:
- Gradius (1985)
- Salamander (1986)
- Life Force (1986)
- Gradius II (1988)
- Gradius III (1989)
- Salamander 2 (1996)
- Salamander III (2025) – um jogo totalmente novo, 29 anos depois do último capítulo da série.
Por que tantos nomes diferentes?
Na época, nomear jogos parecia mais um sorteio do que uma estratégia de marketing. O Gradius japonês virou Nemesis no Ocidente e depois voltou a ser Gradius nos consoles. Salamander nasceu como um spin-off, mas no Ocidente ficou conhecido como Life Force. Aqui, todos esses nomes estão reunidos sob o mesmo pacote, o que faz sentido para quem conhece a história da série.

Mais do que simples ports
Um dos grandes trunfos dessa coletânea é o cuidado com as diferentes versões de cada jogo. Ao escolher um título, você não o inicia imediatamente – primeiro decide qual ROM quer jogar: versões japonesas, americanas, europeias e até protótipos. Todas vêm com descrições rápidas para que você entenda as diferenças antes de começar.

Além disso, cada jogo pode ser jogado no modo Original, Fácil (com hitbox menor, menos tiros inimigos e permissões extras para encostar em paredes) ou Invencível (ideal para apreciar os gráficos e a trilha sonora sem se preocupar com a dificuldade). Há também um Modo Treinamento, que permite saltar direto para fases e chefes específicos, configurar seu loadout e até repetir um trecho em loop para treino intensivo. O pacote inclui ranking online, recurso de replay, filtros de imagem bem configuráveis, modo CRT, hitboxes visíveis e, claro, a possibilidade de salvar e rebobinar.
O que ficou de fora
A coletânea traz apenas as versões de arcade. Portes de console, como o Nemesis do NES, não entraram – algo compreensível, já que as versões de fliperama eram tecnicamente superiores. Ainda assim, algumas ausências chamam atenção, como Gradius IV ou Solar Assault.

E o inédito Salamander 3
A grande novidade é Salamander 3, desenvolvido pela própria M2. Ele mantém o espírito clássico, mas flerta com o bullet hell, alternando estágios horizontais e verticais e abusando de efeitos como rotação de sprites. Não é um jogo que reinventa a roda, mas sim uma carta de amor aos originais – e uma surpresa deliciosa para uma franquia que ninguém esperava ver de volta.

Um pacote feito para fãs
Os jogos continuam duros na queda – mesmo no modo fácil, exigem treino e dedicação. Mas também nunca foram “comedores de ficha” injustos. Se você for bom, dá para zerar com uma única vida… só não espere conseguir isso de primeira.

Além dos jogos, há um modo de galeria recheado de artes conceituais, flyers de época e um player para ouvir todas as trilhas sonoras – que continuam excelentes.
VEREDITO
No fim, Gradius Origins é mais do que uma coletânea: é um trabalho de preservação e celebração. Não é que cada jogo mereça cinco estrelas individualmente, mas o conjunto, somado aos extras e ao novo Salamander 3, entrega exatamente o que coleções assim deveriam ser: a melhor forma possível de revisitar clássicos.
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