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14 de julho de 2026
9.5
Esculpindo um caminho para o fim do céu

Granblue Fantasy Relink: Endless Ragnarok expande o JRPG original com um pós-jogo extenso e desafiador, novo modo Conflux e boa performance no Switch 2. O combate segue familiar e sólido, mas as novidades mais empolgantes demoram a aparecer.

Granblue Fantasy Relink: Endless Ragnarok

A gente já conhece bem o Granblue Fantasy Relink original. É um jogo único e interessante, isso ninguém tira. Não chega a ser o JRPG mais forte do mercado nem o mais revolucionário, mas entrega uma experiência com personagens que o público pode ou não conhecer, e tem aquele gostinho de JRPG sólido da era PS2: mesmo sem ser empolgante ou hipnotizante, garante boas horas de diversão. Granblue Fantasy Relink: Endless Ragnarok constrói em cima disso trazendo bastante conteúdo novo, principalmente no pós-jogo, só que isso significa que demora um tempo pra chegar lá. No fim das contas, tem cara mesmo de uma expansão encaixada no jogo original.

Clique aqui para ler a nossa análise do jogo original.

A HISTÓRIA CONTINUA (QUASE) A MESMA

As cidades são cheias de vida, porém com poucos NPCs interativos.

Como quase tudo de novo em Endless Ragnarok só aparece depois do final, o começo da jornada segue igualzinho. O protagonista (Gran ou Djeeta) continua a viagem rumo à ilha dos Astrais, Estalucia, em busca do pai desaparecido, ao lado de Lyria, do dragão Vyrn e dos aliados Katalina, Eugen, Rackam, Io e Rosetta. Enquanto sobrevoam o Zegagrande Skydom a bordo do Grandcypher, monstros atacam a tripulação. Eles conseguem derrotar os bichos com a ajuda da invocação de Bahamut por Lyria, só que o dragão empíreo enlouquece por causa de um selo que impede ele de reconhecê-la, e o bicho parte pra cima da turma. Enquanto tentam achar um caminho e algumas respostas, descobrem que não são os únicos de olho em Estalucia: Lilith usa a Igreja de Avia e sequestra Lyria pra chegar à terra natal dos Astrais por conta própria.

COMBATE: FAMILIAR, MAS COM NOVIDADES NA MANGA

Que tal agora controlar diretamente um dragão gigante?

Só relembrando: Granblue Fantasy Relink: Endless Ragnarok, assim como o original, é mais um Action-RPG que puxa bastante pra Monster Hunter em certos aspectos, principalmente nas batalhas contra chefes gigantes que aguentam uma pancadaria homérica. Dá pra jogar acompanhado ou com os aliados controlados pelo próprio jogo. Cada personagem tem sua função bem definida por causa do tipo de arma e das Skills, alguns focados em corpo a corpo, outros em ataque à distância, e tem ainda os mais voltados pro suporte do que pro dano puro. As árvores de talento ajudam a entender o potencial de cada um.

Quando isso acontecer, se prepare para a destruição.

Durante a luta, as Skills servem pra desgastar a barra de atordoamento do inimigo, abrindo espaço pra usar um Ataque em Linha junto com o time ou um Chain Burst com Skybound Arts pra causar mais estrago ainda. A grande novidade aqui é que, com a Lyria por perto, dá pra realizar uma Invocação ou um Primal Burst, again causando ainda mais dano. No geral, o combate segue bem familiar! Mas algumas das habilidades novas mais fortes só entram em cena de verdade lá no pós-jogo.

O PÓS-JOGO É OSSO, E OSSO DURO

O jogo realmente melhora quando jogado com outros players de verdade, não deixe de experimentar.

E olha, é osso mesmo. Chega a ser difícil pra caramba. Em determinado momento, durante uma sessão de farm, testamos ativar a dificuldade mais fácil junto com aquela configuração que praticamente joga sozinha, bastando o jogador direcionar o personagem até os inimigos, e mesmo assim o desafio continuou grande. Os Primal Bursts se mostraram bem úteis nessa parte, principalmente encarando as Chaos Quests, que colocam a tripulação pra defender o povo de Zegagrande dos Ragnalia. É um baita desafio e, mesmo com a CPU se saindo bem, a experiência rendeu muito mais com aliados humanos de verdade. Por sorte, encontramos gente pra jogar junto através do sistema de matchmaking, e isso ajudou bastante.

THE CONFLUX: O ALÍVIO QUE FALTAVA

Granblue aderiu a moda dos roguelites com o modo The Conflux, é divertidíssimo!

Mas o que ajuda ainda mais é o modo The Conflux. Ele não elimina o grind por completo, mas adiciona um elemento roguelike bem-vindo, permitindo mergulhar sozinho em profundezas pra conseguir os materiais necessários pra evoluir personagens e armas. Escolhendo entre os Ciclos 1, 2 ou 3 dessas profundezas, dá pra conseguir itens de upgrade. Ainda exige bastante grind, mas tem uma historinha pra guiar o jogador ao longo do caminho, e foi ótimo poder centralizar num único lugar tudo o que precisávamos durante as runs.

VISUAL E DESEMPENHO NO SWITCH 2

Switch 2 impressionou, mesmo rodando a 30 FPS.

Fora o conteúdo novo, que já é motivo de sobra pra continuar jogando, Granblue Fantasy Relink: Endless Ragnarok tem um visual caprichado e roda bem no Switch 2. A performance ficou bem estável em 30fps durante boa parte do teste, com alguma flutuação e queda leve em certos chefes do fim da campanha e num confronto específico das Chaos Quests. Nada dramático, felizmente. Os modelos dos personagens, tanto aliados quanto inimigos, continuam ótimos visualmente, mesmo quando os efeitos de partícula e as habilidades deixam a tela bem chamativa. Não deixe de experimentar o modo foto!


VEREDITO FINAL

Granblue Fantasy Relink: Endless Ragnarok constrói em cima do JRPG original e entrega bastante conteúdo novo pra depois do final. Também roda muito bem no Switch 2, virando mais um caso de sucesso no formato portátil. Elementos novos, como o Conflux, ajudam a valorizar o combate sólido e amenizam o grind necessário. O grande porém dessa vez é que demora um tempo até chegar nas novidades mais empolgantes.

Granblue Fantasy Relink: Endless Ragnarok está disponível para Switch 2, PS4, PS5 e PC. Totalmente localizado para o pt-BR!

David Signorelli
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