Análises

Rhapsody: Marl Kingdom Chronicles

8
Todas as bolhas fazem cócegas no meu nariz...

Rhapsody: Marl Kingdom Chronicles é uma coleção que reúne elementos encantadores de JRPGs, com toques de humor, belos gráficos em pixel e músicas muito boas em japonês.

Rhapsody: Marl Kingdom Chronicles é um verdadeiro e perfeito remaster de dois dos jogos que nunca estiveram aqui no ocidente antes. Vale ressaltar que esta análise foi escrita baseada na versão do Nintendo Switch. Também disponível para PlayStation 4-5 e Steam.

Curioso eu falar sobre esses jogos porque eu recentemente terminei o primeiro game da série, então parece que fizeram uma quase homenagem pra mim. A remasterização de Rhapsody: Marl Kingdom Chronicles, inclui dois títulos anteriormente não lançados por aqui, como eu havia falado, Rhapsody 2 e Rhapsody 3. Para que haja um entendimento completo das sequências, eu acho importante jogar o primeiro jogo da série, Rhapsody: A Musical Adventure. Rhapsody 2 segue a história de Kururu enquanto ela parte em uma aventura em busca do amor, apresentando situações bem engraçadas e até mesmo com um toque enorme de vergonha alheia, e elementos musicais que me fizeram rir diversas vezes. A arte do jogo também me lembrou um pouco de Disgaea, especialmente com alguns inimigos que aparecem no título.
Rhapsody 3 tampa alguns buracos da história que ficaram abertos e apresenta uma melhoria significativa dos gráficos e, não menos importante, a adição de vozes em inglês para os personagens. Os sistemas de batalha variam entre cada título, com Rhapsody 2 o jogo tem uma pegada mais tradicional, diferente do sistema meio tactics do primeiro, permitindo que os jogadores escolham as ações de cada membro do grupo, como um RPG comum. Já Rhapsody 3 oferece um sistema melhorado e único somados a animações divertidas para alguns ataques especiais. Além disso, as músicas cantadas em japonês no jogo são realmente legais, contribuindo para a atmosfera encantadora da trilogia.Os sistemas de batalha e a personalização do grupo em Rhapsody: Marl Kingdom Chronicles introduz um sistema único que requer dinheiro para as skills das puppets e do uso de HP para ataques especiais. A protagonista, Kururu, pode eventualmente acumular pontos suficientes para desferir ataques finalizadores com animações dignas dos jogos que a NIS sabe fazer, como jogar panquecas nos inimigos por exemplo, um clássico. O jogador pode ter até 12 personagens em seu grupo, compostos por monstros capturados, marionetes e pessoas que entram no decorrer da trama. O sistema de batalha utiliza um sistema de (SP) para ataques especiais, e apenas quatro personagens são controlados diretamente pelo jogador.

 

Embora eu considere Rhapsody 2 o título mais forte da coleção devido às belas animações e cenas expressivas, Rhapsody 3 oferece aventuras incríveis e serve como uma conclusão para a série. A arte em pixel em ambos os jogos me lembrou um pouco de Disgaea/ Phantom Brave, com seu estilo visual único e personagens carismáticos. Os inimigos que encontrei também adicionam uma pitada de variedade ao jogo, muito embora seja visível o uso de recolor nos sprits a rodo.

No geral, eu elogio a coleção de Rhapsody: Marl Kingdom Chronicles e recomendo-a aos amantes de JRPGs, especialmente aqueles que apreciam músicas cantadas em japonês somados a um enredo simples, bobinho, porém muito bonitinho.

 

Para finalizar, eu gostaria de destacar algumas características específicas dos jogos que me impressionaram. O sistema de batalha, que combina a necessidade de dinheiro para ações de marionetes e pontos de vida para ataques especiais, trouxe uma abordagem familiar com um toque de modernidade que desempenha legal a parte estratégica ao gameplay. Fiquei particularmente feliz ao ver a protagonista, Kururu, se desenvolvendo como pessoa, ficando mais madura e tudo mais.

VEREDITO

Em conclusão, Rhapsody: Marl Kingdom Chronicles é uma coleção que reúne elementos encantadores de JRPGs, com toques de humor, belos gráficos em pixel e músicas muito boas em japonês. A remasterização desses títulos previamente não lançados para o público ocidental é uma ótima notícia para os fãs do gênero. Eu, como entusiasta de JRPGs, recomendo fortemente esta coleção como uma adição valiosa à sua biblioteca de jogos.

[i2pc show_title=”false” title=”Pros & Cons” show_button=”false” pros_title=”Pros” cons_title=”Cons” ][i2pros]Remasterização Completa
Variedade na História
Sistemas de Batalha Diversificados
Arte Visual Encantadora
Músicas Lindas
Sistema Estratégico de Batalha
Ampla Variedade de Personagens no Grupo[/i2pros][i2cons]Recolor nos Sprites
Limitação na Controle Direto de Personagens
Possível Falta de Profundidade na História
Estilo de Humor Pode Não Agradar a Todos[/i2cons][/i2pc]
David Signorelli
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